Os recursos depositados em juízo e liberados pela Justiça pagam apenas um terço do valor devido pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) aos funcionários e ex-funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc).
De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), o Ideas deve cerca de R$ 13 milhões somente em verbas rescisórias. Os recursos bloqueados e liberados somam cerca de R$ 4 milhões.
“Ultrapassa os R$ 13 milhões, fora a questão dos médicos, que é mais R$ 3 milhões. É uma dívida grande. O Ideas quer pagar, mas o valor é pequeno”, afirma Cléber Cândido, presidente do Sindsaúde.
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30% não trabalham mais no Hmisc
De acordo com o sindicalista, o Ideas se comprometeu a completar o valor necessário para quitar as rescisões trabalhistas. São cerca de 480 trabalhadores envolvidos no imbróglio, dos quais 30% já não atuam mais no Hmisc.
Já a dívida com os médicos, acumulada por três meses de salários atrasados, não está incluída no despacho da juíza Luciana Gotrardi Trentino, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis.
Na última quinta-feira (18), ela determinou que o Ideas comprove o pagamento. Cândido explica que cerca de 100 médicos estão com os salários atrasados. Além disso, os trabalhadores movem, por meio do sindicato, outras nove ações trabalhistas contra o Ideas.
“Pelo não pagamento de horas extras e feriados. Pagamento errado de adicional noturno, não pagamento de insalubridade. Temos vários, como contratação por PJ (pessoa jurídica). Das nove, acho que sete já teve a decisão, que está em fase de execusão e não sabemos se vão receber”.
Sindicato cobra regularização
O Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul) manifestou apoio aos profissionais do Hmisc e cobrou a regularização dos pagamentos em atraso referentes aos meses de abril e maio.
A entidade afirma que os médicos cumpriram integralmente suas escalas de trabalho e mantiveram a continuidade dos atendimentos, mesmo diante das dificuldades administrativas.
O sindicato reforça que disputas contratuais ou mudanças de gestão não podem resultar em prejuízos aos profissionais da saúde e pede a imediata regularização dos valores devidos. A entidade também informou que segue acompanhando o caso e cobrando providências.
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