Um acidente trouxe um novo rumo para a paratleta Rindalta das Graças de Oliveira, o que poderia trazer consequências graves na mobilidade física. Diante do risco de perder força e massa muscular durante a recuperação, ela encontrou acolhimento e uma rede de profissionais que transformou seu processo de reabilitação e sua perspectiva de futuro.
Para ela, o tratamento foi primordial para oferecer uma luz no fim do túnel e acreditar que seria possível recuperar as pernas. E hoje ela só tem a vida que tem, pois conheceu os serviços prestados pela Unesc, pois todo foram 22 cirurgias, precisando de 22 empréstimos.
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Por isso, todo o acompanhamento feito no setor da Medicina Esportiva da Unesc fez a diferença e se tornou um lugar especial no coração da Rindalta. “Eu só tenho que agradecer a Unesc, pois tenho uma gratidão enorme a todos os profissionais que me ajudaram ao longo desse ano. A cada cirurgia precisei fazer um empréstimo e assim não tinha condição de pagar pelo tratamento, exames e acompanhamento. A Unesc me deu tudo de graça e do melhor”, relata ela.
Carro esmagou as duas pernas da Rindalta
O acidente aconteceu em 2003 uma viagem para Balneário Camboriú, quando Rindalta foi fazer um curso de especialização. Quando estava retornando ao estacionamento do hotel, antes de atravessar a rua ela foi pressionada em um carro por outro carro desgovernado.
“Foi um acidente muito rápido, um carro veio em minha direção e não deu tempo de fazer nada. Quando percebi estava sendo esmagada e com as duas pernas pressionadas em outro carro”, explica.
Agilidade no atendimento contribuiu para o resultado positivo
Rindalta ficou internada no hospital por três meses em Itapema, quando retornou para Criciúma começou o tratamento na Unesc. Segunda ela a vida dela é a Unesc. “Quando comecei o tratamento após o acidente, fui levada para a clínica da Unesc de ambulância em uma maca, pois estava com fixador nas duas pernas. Na época não podia nem sentar e eles cuidaram de cada detalhe e conseguiram me fazer melhorar”, conta.
Os tratamentos médicos realizados não estão relacionados apenas ao acidente. Ela também busca constantemente atendimento em clínicas especializadas para cuidar da saúde, promover o bem-estar e melhorar sua qualidade de vida. “Sempre busco os especialistas e já usei desde a psicologia, odontologia, preventivo, ou seja, aqui encontro tudo o que preciso”, diz a paratleta.
Além disso, outras áreas da Unesc fazem parte da vida da Rindalta mesmo antes do acidente. A paratleta também é formada em matemática, biologia e ciência e em breve vai estar concluindo o mestrado.
“Tudo o que fiz na minha vida, estava relacionada com a universidade, desde os estudos, tratamentos e vou levar isso para o resto da vida”, conclui.
Trajetória no esporte começou na fisioterapia
Rindalta conheceu o esporte em 2007, por meio da Associação de Deficientes Físicos de Criciúma (Judecri). O que começou como uma busca por informações acabou despertando uma nova paixão, a modalidade de bocha adaptada. “Fui à Judecri para verificar se a minha lesão se enquadrava como deficiência e também para saber como poderia conseguir a carteirinha de ônibus. Na época, eles estavam se preparando para viajar para o Parajasc. A animação do grupo me contagiou e fiquei curiosa. Uma semana depois, surgiu a oportunidade de substituir um paratleta na competição. Eu fui e me apaixonei pelo esporte”, relembra
Clínicas Integradas da Unesc ultrapassam 81 mil atendimentos em cinco meses
As Clínicas Integradas da Unesc foi fundada em 2002, com 24 anos de história oferece diversos serviços com o objetivo de proporcionar atendimento, acolhimento e orientação para a população. Só em 2025 foram 252.990 mil atendimentos atendimentos gratuitos nas áreas de medicina, fisioterapia, psicologia, enfermagem, odontologia, nutrição, farmácia, biomedicina e reabilitação, e apenas este ano já foram mais de 81 mil entre janeiro a maio.
Destacam-se:
* Serviço de Medicina: 6.094 atendimentos;
* Serviço de Odontologia: 4.921 atendimentos;
* Serviço de Enfermagem: 15.062 atendimentos;
* Serviço de Fisioterapia: 4.314 atendimentos;
* Serviço de Nutrição: 273 atendimentos;
* Serviço de Psicologia: 2.688 atendimentos;
* Serviço de Biomedicina: 505 atendimentos;
* Farmácia Escola: 25.028 atendimentos;
* SOS: 676 atendimentos;
* NUPAC-ST: 1.406 atendimentos;
* CER II: 6.497 atendimentos;
* AMASF: 768 atendimentos;
* Laboratório de Análises Clínicas: 1.925 pacientes atendidos;
* ERE: 3.199 atendimentos.
A Farmácia Solidária atendeu 8.265 pacientes no período, contemplando 2.706 pessoas com medicamentos, que somaram R$ 545,4 mil em doações.
Saúde e acolhimento para a comunidade
Esses números representam o trabalho coletivo para a comunidade e também a oportunidade do estudante da universidade uma formação prática, ética e humanizada, conectada às necessidades reais da sociedade.
"Estar ao lado da comunidade em todos os momentos fortalece ainda mais o caráter comunitário da instituição e ratifica o nosso propósito de contribuir para uma sociedade mais saudável, justa e humana. Seguimos investindo na ampliação e qualificação dos serviços porque acreditamos que a saúde é uma das mais importantes ferramentas de transformação social", fala a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes.
De acordo com a gestora das Clínicas Integradas da Unesc, Carine Cardoso, os serviços oferecidos vão além dos números e representam uma oportunidade de promover qualidade de vida à população. “Nós acreditamos que saúde é sinônimo de bem-estar e transformação. Uma pessoa saudável trabalha melhor, convive melhor e tem mais qualidade de vida. Os benefícios também se estendem aos familiares, que acompanham a recuperação e a melhora de quem amam, refletindo positivamente em todo o ambiente familiar”, relata.
O trabalho especializado por ser usufruido gratuitamente pela comunidade, onde cada pessoa é atendida de forma única e individualizada. Independente do objetivo o paciente vai receber o melhor tratamento.
"Todas as pessoas chegam e passam por uma avaliação, um checkup, elas chegam aqui com objetivos diferentes, mas o tratamento é igual. Alguns querem emagrecer, outras querem recomeçar a fazer atividade física, umas fazem consultas para algum problema especifico, outras já fazem um tratamento mais elaborado", fala o professor do ambulatório de Medicina do Esporte e coordenador do ERE (equipes em reabilitação especializadas), Luiz Fontana.
Investimentos são realizados constantemente
Os investimentos e os projetos de aprimoramento seguem em andamento, incluindo a reforma da Clínica de Medicina, que irá ampliar significativamente sua capacidade de atendimento anual, passando de 50 mil para 100 mil pessoas atendidas. Ao todo, serão mais de três mil m² de área construída, com novos blocos, pavimentos e instalações.
"Entre as novidades, estão salas de pequenas cirurgias, um laboratório de análises clínicas e novas salas de atendimento", informa a reitora.
Já o Centro Especializado em Reabilitação (CER II) também foi ampliado, sua nova estrtutura apresenta 516,22m² de área, oito consultórios e salas especializadas para reabilitação física e atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
"Com uma equipe multidisciplinar, o CER realiza cerca de 2.400 atendimentos anuais e já assistiu mais de 82 mil usuários nos últimos dez anos. O novo espaço está localizado atrás das Clínicas Integradas da Universidade", finaliza ela.
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