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Banana Bowl entra na categoria principal

Semana será de decisões na 49ª edição do evento. A grande final será no próximo sábado
Por Lucas Renan Domingos Criciúma, SC, 11/02/2019 - 08:10
Fotos: Daniel Búrigo/A Tribuna
Fotos: Daniel Búrigo/A Tribuna

Agora é em busca do título. Depois dos últimos dias de jogos classificatórios, a 49ª edição do Banana Bowl, que está acontecendo nas quadras de tênis da Sociedade Recreativa Mampituba, entra a partir de hoje na categoria principal. A competição reúne na cidade de Criciúma 250 atletas de 38 países diferentes, como Estados Unidos, França, Espanha, Argentina, Canadá e, claro, o Brasil.

“Hoje (ontem) estão acontecendo as últimas partidas da fase classificatória, que começou no sábado”, afirmou Alexandre Farias, presidente da Federação Catarinense de Tênis (FCT), que está organizando o evento com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). “Aqui é uma categoria até 18 anos, que é a última antes do atleta se tornar profissional. Então, quem tem a idade máxima hoje, nos próximos anos já estarão disputando os principais campeonatos profissionais do mundo”, destacou o presidente.

Os melhores do país e do mundo

A categoria principal inicia hoje e vai até o próximo sábado, quando acontece a grande final. “Temos jogos o dia inteiro. Tanto na categoria masculina, quanto na feminina, seja no simples ou em duplas”, acrescentou Farias. Quanto mais a competição vai avançando, mais vai elevando o nível técnico dos jogadores da 49ª edição do Banana Bowl.

Entre os atletas estão alguns que já se destacam no ranking mundial. Os principais jogadores nacionais no masculino são: Natan Rodrigues (37º do mundo); o catarinense Pedro Boscardin (90º no ranking dos 100 melhores) e Bruno Oliveira (109º no ranking mundial). Já no feminino, Luiza Cruz (117º do mundo) representará a categoria. Dos estrangeiros, destaque ainda para o espanhol Nicolas Alvarez Carona, como cabeça na chave número 1 e o francês Arthur Cazaux, na número 2. No feminino, estão Diane Parry, da França, e a americana Hurricane Tyra Black, como a cabeça da chave 2.

“Este ano a competição está muito maior em número de participantes e na qualidade dos competidores”, analisou o presidente da FCT. “O Banana Bowl ser realizado aqui é uma reafirmação do Mampituba como um dos melhores clubes do Brasil para a disputa do esporte”, evidenciou.

Francisco Costa é um dos treinadores presente no evento. Ele representa o Instituto Tênis, de Barueri (SP) e está acompanhando dois de seus atletas. “São dois da categoria masculino. Um conseguiu se classificar para a categoria principal. O outro ainda precisa vencer mais um jogo para conseguir a vaga”, disse o treinador na tarde de ontem, enquanto acompanhava outras partidas.

“É um grande evento. Primeira vez que venho até o Mampituba. O clube é bom, boas quadras e a competição é muito alto nível. A única lamentação é a pouca divulgação. A gente pega um Uber aqui na cidade e ninguém sabe que está acontecendo esse grande campeonato. É triste, merecia mais atenção do público. Aqui estão todos os melhores da América do Sul e outros do mundo”, completou.

A evolução é o que vale

Mas nem todos conseguem alcançar o desempenho esperado. O tenista Gustavo Madureira, do Rio de Janeiro, foi um dos eliminados na competição na sua segunda partida no classificatório. “Foi um jogo duro, e eu estava muito cansado”, afirmou. Apesar da derrota, ele acredita que, o resultado maior tenha sido o seu crescimento como atleta.

“Participei no ano passado e cai na primeira partida. Foi contra um atleta que eu não perderia hoje. Este ano já cheguei até a segunda fase. Faz parte, o importante é a gente conseguir evoluir sempre”, finalizou.