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Archimedes cita momentos marcantes de Turvo

Comentarista lembra das ligações com Criciúma e da emancipação
Redação
Por Redação Criciúma - SC, 19/03/2019 - 13:25

Em seu comentário desta terça-feira (19), Archimedes Naspolini Filho falou sobre as ligações entre Criciúma e Turvo. Citou que os vizinhos estão entre os municípios mais desenvolvidos da macrorregião. Lembrou que já em 1930 Turvo passou a ser distrito, se tornando município alguns anos depois. O comentarista citou ainda outros fatos importantes vividos naquelas terras.

Ouça o comentário:

Confira o texto na íntegra:

Hoje seria feriado em nossa cidade se, em 1965, o calendário de feriados não o tivesse sacado das comemorações festivas. Padroeiro do município desde os tempos da colonização, São José perdeu para Santa Bárbara e essa história todos conhecemos.

Então, hoje, nosso estúdio é a cidade de Turvo, um dos municípios mais desenvolvidos de nossa macrorregião. E quando falo que Turvo é um dos mais desenvolvidos o faço com base nos indicadores de desenvolvimento: IDH, Taxa de desemprego, Taxa de alfabetização, Densidade Demográfica, consumo de energia elétrica e de água, comunicações, saneamento básico, etc. 

Talvez uns poucos criciumenses saibam dos laços históricos que identificam Criciúma com Turvo e vice-versa.

Lá atrás, na década de 1920, Marcos Rovaris – que viria a ser o nosso primeiro prefeito municipal – comprou um caminhão. Esse caminhão, adquirido na firma Hoepcke, em Laguna, foi trazido à Primeira Linha, onde Rovaris residia, rodando sobre picadas alargadas para que comportassem o referido veículo. Mais de uma semana de viagem e aquele automotor era a atração da italianada que, depois das missas, se dirigia à Primeira Linha para conhecer aquele milagroso invento. Só que Marcos Rovaris se viu frustrado na expectativa de utilizar aquele caminhão, porque não havia estradas. Mal e mal um caminho que demandava a Araranguá, um caminho a Urussanga e um caminho a Jaguaruna.

Todos esses caminhos utilizados por cavalos e por carroças. O que fez Marcos Rovaris? Propôs ao governador Hercílio Luz uma permuta: o governo lhe daria uma gleba de terras ao sul do estado e Rovaris abriria as estradas que ligassem Criciúma às comunidades vizinhas. E os caminhos a Nova Veneza, a Mãe Luzia, à Nova Belluno, a Urussanga, a Jaguaruna e a Araranguá foram alargados permitindo que aquele caminhão - e tantos outros caminhões que se seguiram - fizessem tais viagens com razoável conforto. Em contrapartida o governo doou, a Marcos Rovaris, vastas glebas de terra que se constituiriam, mais tarde, no Município de Turvo que ele e Martinho Ghizzo, pai da grande ‘raposa’ udenista do Vale, Affonso Guizo, donatário em idênticas condições, fundariam. 

Juntaram-se a eles, os Angeloni, os Nichelle e os Bez-Batti: não tinha como dar errado com essa companhia.

A construção de casas, da capela e da escola deu início à vila que se transformaria nessa bela cidade do Vale do Rio Araranguá, que, em 1930 já era elevada à categoria de distrito que, em 1940, por lei estadual, era elevado à categoria de vila. Em 1948 foi transformado em Município e foi eleito Abelle Bez Batti, filho de fundador, seu primeiro prefeito municipal, que tomou posse exatamente no dia de amanhã, em 1949, 70 anos passados.

O restante da História é contado pela própria cidade, pelos seus habitantes, pela sua força industrial, pela força agrícola, pela fé inquebrantável de seu povo e sua religiosidade, pelos índices educacionais, pelo comércio e pelos estabelecimentos de serviços diversos, pela sua cultura e pelos seus costumes. Pelos altos dignitários da política local e pelos anônimos turvenses que se veem, diuturnamente, nas ruas e logradouros públicos da cidade.

Se tiveres tempo dá uma passadinha por dois templos da igreja romana: a matriz, muito bonita, arquitetura interna muito parecida com a da catedral de Criciúma, e a capela de São Peregrino, no seminário de Turvo: um dos mais belos templos católicos de nossa região.

Hoje nossa emissora ajuda a fazer a festa, transmitindo diretamente daí, meu caro José Adelor. Retribui-se, neste gesto, um pouco do muito que recebemos, nós todos da Som Maior, na audiência consagrada de tantos turvenses, para os quais eu digo: que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!