Seguem os questionamentos em torno da interdição total da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna. Após denunciar que o problema já havia sido identificado em 2022, o deputado estadual Mario Motta (PSD) cobra quais medidas foram adotadas após a inspetação de rotina realizada em outubro de 2022.
O deputado também criticou a falta de transparência sobre a situação da ponte. Segundo ele, a população só tomou conhecimento da gravidade do problema quando a estrutura foi interditada.
"O que precisa ser respondido é o que foi feito desde 2022 para garantir que essa situação não voltasse a acontecer. O catarinense só ficou sabendo no dia do fechamento, na hora em que fecharam. Havia pessoas que tiveram que voltar pela ponte para acessar a via marginal", afirmou em entrevista à Som Maior.
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Falta de transparência
Ainda durante a entrevista, Motta questionou o fato de uma obra desse porte apresentar problemas estruturais poucos anos após a inauguração. "Um projeto avaliado em quase R$ 800 milhões, inicialmente orçado em R$ 597 milhões, que já dura uma década. Não era possível começar a ter problemas com rachaduras e rompimento de cabos. Algo precisava ter sido feito e não foi, principalmente na questão das inspeções."
Mário informou que sua equipe técnica está reunindo toda a documentação referente ao caso e não descartou acionar órgãos federais de controle. A CCR ViaCosteira informou que a interdição foi motivada pela identificação de um problema em um dos cabos de sustentação durante o monitoramento periódico da ponte. Segundo a concessionária, equipes especializadas seguem realizando reparos e avaliações técnicas para garantir a segurança da estrutura antes da liberação do tráfego.
Problemas estruturais já haviam sido registrados
De acordo com documentos citados pelo deputado, a concessionária encaminhou, em 10 de outubro de 2022, um ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à ANTT informando a identificação de falhas estruturais relacionadas à resistência à torção no pilar 35 da ponte.
As inspeções realizadas na época apontaram aberturas entre as aduelas 6 e 7, além das aduelas 14 e 15, localizadas no vão central sobre o mastro 35. Também foi constatado o rompimento de um dos cabos internos de protensão da estrutura.
Já em reunião realizada no dia 6 de julho de 2026, representantes da ANTT e da CCR ViaCosteira atualmente integrante do grupo Motiva discutiram uma nova ocorrência na ponte. Desta vez, foi identificada uma abertura de aproximadamente 2,5 milímetros entre aduelas no vão lateral do mastro 36, em um ponto diferente daquele registrado em 2022.
Essa nova ocorrência levou à intensificação do monitoramento e, posteriormente, à interdição preventiva da Ponte Anita Garibaldi para a realização de inspeções e reparos.
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