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AgroPonte 2026: veja como funciona o controle sanitário dos animais que serão expostos

Exames, vacinação, inspeções veterinárias e controle no transporte fazem parte das medidas adotadas antes da abertura da feira

Por Gabrielle Rebelo Criciúma, SC, 12/07/2026 - 11:34 Atualizado há meio minuto
Expo Mais se prepara para receber os mais de 300 animais que estarão em exposição | Foto: Divulgação/4oito
Expo Mais se prepara para receber os mais de 300 animais que estarão em exposição | Foto: Divulgação/4oito

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Faltando pouco mais de um mês para a 15ª edição da AgroPonte, os preparativos para receber os mais de 300 animais que estarão em exposição já estão em andamento. Antes mesmo de chegarem ao Pavilhão José Ijair Conti, em Criciúma, bovinos, equinos, ovinos, caprinos, coelhos, abelhas sem ferrão e os animais da Fazendinha precisam cumprir uma série de protocolos sanitários exigidos pelos órgãos de fiscalização.

O controle começa ainda nas propriedades rurais e envolve exames laboratoriais, atestados veterinários, comprovantes de vacinação e a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). Na chegada ao parque, cada animal passa por uma nova inspeção clínica realizada pela equipe técnica da feira e acompanhada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

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Organização adota procedimentos que vão além das exigências previstas na legislação | Foto: Divulgação/4oito 

Procedimentos adotados 

De acordo com o médico-veterinário e responsável técnico da AgroPonte, Diego Heinzen, a organização adota procedimentos que vão além das exigências previstas na legislação. Segundo ele, o objetivo é garantir a segurança sanitária do evento e preservar o bem-estar dos animais durante os cinco dias de exposição.

“A legislação serve como um roteiro para nós, mas fazemos questão de ir além do que ela exige. A fiscalização da Cidasc sempre foi muito bem-vinda. Quanto mais ela acompanha o evento, melhor para todos. O nosso compromisso é garantir uma feira segura para os animais, para os expositores e para o público”, destaca.

Outra medida adotada é antecipar a chegada dos animais em até 48 horas antes da abertura da feira. Com isso, todo o processo de desembarque e acomodação ocorre sem a presença do público. Antes da ocupação das baias, as estruturas também passam por uma revisão completa para reduzir riscos de acidentes.

Animais são preparados previamente para participar de exposições | Foto: Divulgação/4oito 

Exigências variam conforme a espécie 

As exigências variam conforme a espécie. Bovinos, por exemplo, precisam apresentar exames negativos para brucelose e tuberculose, além de estar livres de carrapatos e papilomas. Já os equinos devem comprovar vacinação contra influenza, enquanto as demais espécies seguem protocolos específicos definidos pela defesa sanitária animal.

Além da documentação, os animais são preparados previamente para participar de exposições. O processo de adaptação nas propriedades faz com que eles se acostumem ao manejo, à movimentação de pessoas e ao ambiente encontrado em eventos agropecuários, reduzindo o estresse durante a feira.

Durante toda a AgroPonte, uma equipe formada por médicos-veterinários, profissionais de apoio, estudantes e segurança patrimonial permanecerá de plantão. Caso algum animal apresente qualquer alteração clínica, ele receberá atendimento imediato e, se necessário, poderá ser impedido de permanecer na exposição. A expectativa é garantir que a feira, marcada para ocorrer entre os dias 12 e 16 de agosto, aconteça com segurança para expositores, animais e visitantes.

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