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Acic orienta empresários a evitarem demissões

Moacir Dagostin sugere, ainda, que contas de água, luz e gás sejam adiadas
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 24/03/2020 - 08:51Atualizado em 24/03/2020 - 08:53
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Ainda em busca de soluções para minimizar a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, os órgãos empresariais trabalham na orientação junto às empresas. A suspensão ou diminuição de atividades produtivas, aliada com a supensão do comércio, trará consequências negativas, mesmo que não se faça projeção de quanto a economia pode encolher na região. Para o presidente da Acic, Moacir Dagostin, é importante que os empresários mantenham a cautela e não demitam os funcionários.

"A gente sabe que o pior vai ser a parte econômica. Vamos ter uma recessão, mas estamos buscando amenizar. As nossas empresas não têm capital de giro", disse Moacir em entrevista ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, nesta terça-feira. Recentemente, o Bndes colocou à disposição dos empresários um auxílio de R$ 55 bilhões no país. No domingo, o presidente Jair Bolsonaro anunciou uma Medida Provisória que altera as relações trabalhistas em meio a esta crise. "Esses recursos colocados à disposição, até chegar aos ossos caixas, pode demorar. Estamos instruindo os empresários para que não se precipitem e que não demitam", afirmou Moacir. 

O governo de Santa Catarina decretou, inicialmente, sete dias de suspensão da atividade comercial e redução em vários setores industriais. A medida foi prorrogada por mais sete dias e deve durar, pelo menos, até a quarta-feira da semana que vem. 

"Inicialmente, houve uma medida de sete dias que nos pegou de surpresa. O decreto saiu à noite e comçou de manhã, gerou um mal estar muito grande de polícia, com indústrias e sociedade. Esse novo decreto que diz 50% já clareia um pouco mais as nossas atividades e tirando um pouco o peso do empregador. Temos sido muito pressionados pelo funcionário e pela sociedade de que temos que fechar tudo e isso tem atrapalhado bastante", avalia Moacir.

A Acic também sugere que as contas básicas das empresas sejam postergadas. "Algumas medidas poderiam ser afrouxadas. Estamos aguardando medidas de que as empresas não paguem água, luz e gás. Que fosse colocado pra frente essas despesas que estamos tendo", concluiu.