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“A repercussão da greve não é pequena”

Supermercados ainda sentem dificuldades para reabastecimento dos estoques
Por Redação Criciúma - SC, 04/06/2018 - 09:01Atualizado em 04/06/2018 - 09:07
Zefiro Giassi e Nazareno Alves no Programa Adelor Lessa (foto: Clara Floriano/ 4oito)
Zefiro Giassi e Nazareno Alves no Programa Adelor Lessa (foto: Clara Floriano/ 4oito)

A paralisação nacional dos caminhoneiros terminou, mas seus impactos ainda podem ser sentidos. Um dos principais atingidos com a greve foram os supermercados que tiveram seus estoques de produtos perecíveis esvaziados. A situação começa a se normalizar nesta semana, mas ainda falta muito para que tudo volte a funcionar perfeitamente.

Segundo Zefiro Giassi, diretor presidente da Rede Giassi de Supermercados, os produtos que sumiram mais rápido dos estoques de supermercados foram carnes, leite e de hortifrúti. “Com certeza a repercussão da greve não é pequena. Mas as indústrias em si, principalmente a carne, a reposição é gradativa. Quero crer que até o fim da semana a carne fresca, in natura, esteja com estoque reestabelecido”, contou.

Nazareno Dornelles Alves, diretor da Rede Manentti de Supermercados e vice-presidente da regional sul da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), contou que, mesmo com fim da greve, ainda há dificuldade de reabastecimento nos supermercados.

“Os produtos perecíveis são os mais sentidos. Os primeiros a faltar e os mais tardios a chegar. Porque tudo depende de uma logística. Temos que seguir normas sanitárias. Então esses produtos derivados do leite, carnes e hortifrúti sente-se um pouco mais. Dependendo do tamanho do estabelecimento que tem um poder maior de concentração e armazenagem de produtos a solução é mais rápida”, disse.

O vice-presidente da Acats lembrou que estes produtos não podem ser armazenados por muito tempo. “Eles são repostos praticamente diariamente nas lojas”, contou. “A carne embalada a vácuo pode chegar aos 60 dias. Mas normalmente essa reposição é feita semanalmente, porque ninguém espera validade total. O Giassi pelo menos tenta fazer o produto chegar ao consumidor em até 15 dias após produção”, completou Giassi.

Dorneles destacou que a falta da venda não é recomposta na mesma quantidade que o cliente deixou de comprar. “Então quando o consumidor deixa de comprar determinada quantidade, quando volta a comprar não vai comprar o dobro. Então o que vamos perceber é uma queda de faturamento no mês que passou”, revelou.