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A história do Ermo contada em um programa só

Autoras falam sobre o segundo livro do município
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 18/12/2017 - 14:31Atualizado em 19/12/2017 - 08:10
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

Um dos municípios da região mais comentados no Programa do Avesso é o Ermo, com seus pouco mais de 2 mil habitantes. Recentemente foi lançado o segundo livro contando a história dessa cidadezinha: “Tão pequeno, tão grande: Ermo não cabe num livro só!”. As autoras Loia da Silva Simon e Silvane Daminelli vieram a Som Maior e falaram sobre o assunto, além delas, a publicação também foi escrita por Sandra Regina Gobatto Simon.


“Esse livro foi um prêmio que ganhamos. No dia do lançamento trocamos por um quilo de alimento, que distribuímos entre famílias, fizemos isso com 20% das cópias”, destacou Loia, que é professora aposentada e trabalhou durante toda a carreira no Ermo.

A publicação conta com 146 páginas, divididas em três capítulos. A narrativa não é cansativa, iniciando com o surgimento do município, antes mesmo da chegada dos portugueses. Na sequência vem a política, economia e cultura. Finalizando o livro com literatura e homenageando as personalidades que fizeram parte da história do Ermo.

“Nós temos nossa história não por nosso tamanho. Uma cidade pequena ou grande, nasce igual, passando por um processo de colonização. Este é o segundo livro, com histórias para um terceiro”, lembrou Silvane, que também é professora e doutora em Língua Portuguesa.

O local recebeu o nome de “Ermo” por ser de difícil acesso, isso durante sua colonização, entre as os anos de 1850 e 1880. A emancipação veio em 1993, após um plebiscito realizado em 19 de setembro, onde pela primeira vez na América do Sul, foi utilizada uma urna eletrônica, a aprovação aconteceu com 98% dos votos. Hoje Ermo possui quatro bares, dois supermercados e duas farmácias.

“O Ermo foi um dos primeiros municípios a ter um presépio em tamanho real. A TV de Criciúma foi lá e mostrou tudo, mas com o passar do tempo tudo foi destruído”, disse Loia.

O município tem a economia baseada na agricultura familiar, com pequenas propriedades. O arroz irrigado é a maior fonte de rendo do local.