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A história da poupança no Brasil e o porquê dela ser tão comum no país

Em questões de rentabilidade, aplicação é igual independentemente do banco escolhido
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 29/06/2020 - 14:32Atualizado em 29/06/2020 - 14:32
Foto: divulgação
Foto: divulgação

A poupança é quase que um "porto seguro" para a grande maioria dos brasileiros de classe média, que guardam nos bancos suas rendas justamente pela segurança oferecida. A popularização desse modelo de aplitação de renda fixa vem desde o século XIX, com Dom Pedro II. 

"A pouoança foi criada junto com a Caixa, ainda com Dom Pedro II em 1861. De lá para cá teve algumas modificações, mas a ideia era ajudar aquele pobre da época a guardar alguma coisinha, e ele poderia guardar no banco. A poupanã surgiu com todo mundo começando a guardar dinheiro em algum lugar e com o banco emprestando para quem não tinha", destacou o economista Gustavo Guarnieri.

Com o tempo esse modelo de aplicação que possui quase nenhuma rentabilidade foi ficando diretamente ligado com o mercado imobiliário, para aquelas pessoas que querem comprar ou construir a sua casa própria. "Existem muitos incentivos por parte do governo para a construção da casa própria, financiando para construir ou comprá-la. O dinheiro da poupança é usado exclusivamente para o crédito imobiliário", pontuou Guarnieri.

Dessa forma, quem precisar comprar ou reformar uma residência, busca nos bancos os créditos imobiliários provenientes das poupanças acumuladas. Apesar disso, não importa em qual banco estiver cadastrada a sua poupança, o modo de operar sempre continuará sendo o mesmo. 

"Há algumas métricas que o governo pode colocar em cima do crédito para casa, algumas taxas já fixas, mas o dinheiro que ele vai empresatar é o dinheiro que captou por meio da poupança. É um produto igual, a poupança da Caixa rende igual a poupança do Bradesco e Itaú, mas fica dentro do cofre de todos os bancos. É uma tabela de rentabilidade igual para todos, mas o meu dinheiro está dentro de cada um dos bancos, não vai para o Tesouro", ressaltou o economista.