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“A gente precisa desmistificar a imagem do carvão”, afirma o diretor-presidente da FTC

Iniciativa da Ferrovia Tereza Cristina pretende ressaltar a importância do carvão mineral para a economia da região 
Amanda Farias
Por Amanda Farias Criciúma, 14/05/2019 - 11:17Atualizado em 14/05/2019 - 11:32

O Sul do estado une forças para buscar alternativas de alavancar a economia da região. Pensando nisso, surgiu a iniciativa de criar uma campanha de valorização do carvão mineral, visto que ele corresponde a 6,2% da economia no estado e é a 4ª principal atividade econômica. A campanha é uma estratégia da Ferrovia Tereza Cristina que traz a marca “Carvão mineral é natural, é atual, é essencial”.

O empresário César Smielevski, que já passou pela presidência da Acic por dois mandatos, traz uma explicação sobre a relação entre a economia da região Sul e o carvão mineral. “O carvão traz para nossa região uma riqueza anual da ordem de 700 milhões de reais, esse dinheiro é injetado direto na economia da Amrec anualmente. O Brasil possui hoje 4,6 milhões de toneladas por ano de carvão”, ressalta.

Apesar da melhora expressiva na infraestrutura da região sul nos últimos anos, houve queda na participação econômica em relação a outras regiões do estado. Por isso, segundo Smielevski, é necessário colocar em prática a ideia de juntar as classes empresarial e política, desenvolver um planejamento para o Sul e executá-lo ao longo do tempo. 

Vale ressaltar que quando se fala em utilização do carvão para geração de energia, logo vem a preocupação de muitas pessoas, pois algum tempo atrás a exploração do carvão na região era feita de maneira “arcaica”, agredindo a natureza. “Essa preocupação não deveria mais existir, porque tanto a exploração do carvão como a sua queima são feitas hoje de forma ambientalmente sustentável”, salienta Smielevski.

O carvão mineral 

Atualmente, o carvão mineral é responsável por 38% da demanda de energia elétrica no mundo, sendo a principal fonte de geração de energia elétrica. Ao todo, existem 1,2 mil projetos de instalação de novas usinas no mundo. Já no Brasil, o carvão corresponde a 2,18% de energia. 

“O que a gente precisa é desmistificar a imagem do carvão, tem que separar o que é recurso mineral das práticas equivocadas que foram realizadas no passado, para a gente resgatar a imagem do carvão com a fonte, a matéria-prima importante para o desenvolvimento da nossa região”, explica o diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho.

Ele ressalta que o carvão possui muita versatilidade, podendo ser aplicado em diversas áreas, além da energia elétrica, como também no tratamento da água, pode-se produzir ácido do carvão, além de uma série de produtos que são feitos a partir dele.

Ouça a entrevista na íntegra: