As despesas do Criciúma Esporte Clube tiveram um aumento expressivo na revisão do orçamento de 2026, com destaque para o futebol profissional. Os números apresentados mostram que os gastos projetados do departamento passaram de R$ 31,9 milhões para R$ 56,8 milhões, uma elevação de R$ 24,9 milhões.
O valor representa aproximadamente 73% do aumento total das despesas projetadas do clube, evidenciando a concentração dos gastos na principal equipe. A revisão orçamentária também aponta crescimento nas despesas de outros departamentos, com destaque para o patrimônio e as despesas financeiras.
De acordo com os números apresentados, as despesas totais passaram de R$ 45 milhões, previstos originalmente, para R$ 79,2 milhões na projeção revisada, um acréscimo de R$ 34,2 milhões. O orçamento original, portanto, foi superado em aproximadamente 76%.
Futebol profissional concentra aumento dos gastos
Além do futebol profissional, o futebol de base também teve aumento nas despesas, que passaram de R$ 2,9 milhões para R$ 5,6 milhões, uma diferença de R$ 2,7 milhões.
No patrimônio, os gastos subiram de R$ 4,3 milhões para R$ 6,9 milhões, acréscimo de R$ 2,6 milhões. Já as despesas financeiras saltaram de R$ 100 mil para R$ 2,3 milhões, aumento de R$ 2,2 milhões.
O setor administrativo teve despesas revisadas de R$ 3,6 milhões, diante dos R$ 2,7 milhões inicialmente previstos. No marketing e comercial, os gastos passaram de R$ 1,4 milhão para R$ 1,7 milhão. O futebol feminino teve aumento de R$ 600 mil para R$ 900 mil.
Também foram registrados acréscimos nas despesas jurídicas, de R$ 200 mil para R$ 300 mil, e tributárias, de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão.
A apresentação aponta que, no futebol profissional, o aumento está relacionado principalmente à folha salarial, aos direitos de imagem, à produtividade e aos compromissos contratuais.
Receitas chegam a R$ 46,5 milhões
Pelo lado das receitas, a projeção revisada é de R$ 46,5 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 47,4 milhões previstos inicialmente. A diferença negativa é de R$ 900 mil.
As receitas com futebol, principal fonte de arrecadação apresentada, passaram de R$ 23,8 milhões para R$ 23,5 milhões. Já as receitas de sócios foram revisadas de R$ 19,3 milhões para R$ 18,4 milhões.
Entre as demais fontes, as receitas operacionais passaram de R$ 900 mil para R$ 800 mil, enquanto as receitas com produtos caíram de R$ 800 mil para R$ 600 mil. As receitas de subvenções recuaram de R$ 1,6 milhão para R$ 1 milhão.
Em sentido contrário, as receitas extraordinárias cresceram de R$ 900 mil para R$ 1,9 milhão, enquanto as receitas financeiras permaneceram em R$ 200 mil na projeção revisada.
Diferença entre receitas e despesas
A comparação entre os valores revisados evidencia uma diferença de R$ 32,7 milhões entre as despesas projetadas, de R$ 79,2 milhões, e as receitas estimadas, de R$ 46,5 milhões.
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