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Criança precisa ouvir "não"?

Ananda Figueiredo
Por Ananda Figueiredo 28/08/2017 - 19:30Atualizado em 28/08/2017 - 22:46

Muitas famílias me procuram se queixando da dificuldade de dizer “não” para as crianças. O interessante é que também para os pequenos têm sido extremamente difícil conviver com tantos “nãos” que os adultos impõem. Além disso, e ainda mais importante: as crianças já não sabem mais diferenciar os "nãos" que são temporários – a maioria (por exemplo, não suba na cadeira) daqueles que são para sempre – poucos, mas importantíssimos.

Você conhece aquela máxima de que "criança precisa de limite"? De tanto insistirmos nesta afirmação, que é válida, mas precisa ser dosada, acabamos produzindo tantos "nãos" na vida das crianças que essa palavra passou a ser vazia de sentido. Chegamos a um ponto em que “não” significa absolutamente nada para eles. Ouvir “não” é, portanto, comum.

Desde muito pequena, a criança ouve a mãe e o pai dizerem muitos "nãos”, mas será que todos são necessários? Dizer, por exemplo "Não jogue isso no chão", "Não brinque com a comida", "Não estrague seu brinquedo", "Não suba no sofá com sapato", "Não espalhe água no banho", etc, é, realmente, necessário?

Em minha experiência, estes seriam os “nãos” desnecessários. Isso porque, com crianças em casa, quem precisaria ter mais limites são os pais e não os filhos. Somos nós, pais e mães, que devemos, por um período, renunciar a alguns prazeres – como o de ter uma casa cheia de enfeites e completamente limpa. Somos nós que devemos acompanhar a criança brincando e explorando o mundo, e não proibi-la de fazer isso. Somos nós que precisamos entender que água, comida na roupa, sujeira, são coisas de criança e fundamentais para o seu desenvolvimento.

Portanto, economize nos “nãos” para usá-los quando realmente forem importantes. Por exemplo: em vez de dizer "não mexa no celular agora", que tal guardar o celular por esse período? Simples atitudes como esta costumam ser bem mais eficientes e, o melhor, fazem com que a criança entenda o valor do “não” e o respeite muito mais quando ele for realmente relevante. Afinal, é mais importante manter a casa em ordem ou ensinar à criança os valores fundamentais de sua família?

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