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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 26/11/2019 - 08:23Atualizado em 26/11/2019 - 08:29

Já está repercutindo nos meios políticos estaduais a iniciativa popular que pretende reduzir o salário de vereadores, assessores, prefeito e vice de Criciúma. São necessárias 7 mil assinaturas para a matéria avançar. Facilmente serão obtidas, o projeto soa como música para os ouvidos do eleitor. O cidadão está cansado de pagar a inchada e paquidérmica máquina pública.

A grande questão é o desdobramento que a matéria terá dentro do Legislativo. Só vai passar se houver uma pressão popular muito forte e constante. Do contrário, vai parar no fundo de uma gaveta no sexto andar do Centro Profissional.

Essa iniciativa de reduzir salários não é inédita. Por exemplo, em Arcos (MG), a partir de 2021, haverá redução de 80% nos salários de vereadores, 50% do salário para prefeito e vice-prefeito, e 20% dos salários dos secretários. Lá, os vereadores vão ganhar R$ 1.229,84, menos do que é proposto para Criciúma.

Antigamente, os poderes tinham suas despesas pagas pelo Executivo. Em determinado momento, foi criado o duodécimo, para garantir a autonomia financeira das instituições, uma efetiva independência entre os poderes. O que se vê é que o modelo está exaurido. Todo ano há sobras a serem devolvidas. Mas isso depende da boa vontade de cada chefe de poder.

Seja por meio da redução de salários, seja pela revisão do duodécimo, esse é um tema que precisa ser discutido. Um bom fórum é a campanha eleitoral.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 25/11/2019 - 07:45Atualizado em 26/11/2019 - 08:30

Jair Bolsonaro adora metáforas com casamento. Se formos toma-las por base, durou pouco a união do bolsonarismo com o PSL. Foi o tempo de participar das eleições e nada mais. A relação não superou as primeiras brigas. E, uma tentativa de salvar este casamento aconteceu no dia 17 de agosto. O ato de filiações chamava: “no dia 17, vem para o 17”. Agora não é mais 17, é 38. Que, aliás, Bolsonaro diz que faz referência a ele mesmo, o 38º presidente eleito do período republicano, não ao calibre do revólver. Então, tá.

Mas, voltando ao 17, quem sobe a avenida Luiz Lazzarin, em Criciúma, ainda encontra um outdoor com o convite para o ato de filiações. Na imagem, o deputado federal Daniel Freitas, o presidente Jair Bolsonaro, o governador Carlos Moisés, e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Os quatro já não posam mais junto para a mesma foto, já não sentam juntos à mesma mesa.

O PSL foi uma barriga de aluguel para Bolsonaro. Dizem que, sem alternativas às vésperas da eleição, Bolsonaro teria ouvido de Bivar: “eu te dou o partido para as eleições e depois você me devolve”. E Bolsonaro devolveu o PSL, com um rico fundo eleitoral para participar das próximas eleições, mas sem a sua principal grife, o próprio Bolsonaro, que agora parte para consolidar uma sigla para chamar de sua: Aliança pelo Brasil.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 22/11/2019 - 11:47Atualizado em 22/11/2019 - 11:53

O Aliança pelo Brasil nasceu com o 38 como número de urna. É o mesmo calibre do revólver. Resta saber se o partido estará pronto para “atirar” já em 2020.

Os dois bolsonaristas mais proeminentes de Criciúma, os deputados Daniel Freitas e Jessé Lopes, são bastante realistas e transparentes sobre essa dificuldade. Ambos aguardam a orientação da cúpula nacional sobre como proceder a coleta de assinaturas.

Se for permitido por meio eletrônico, muito provavelmente o Aliança estará de pé brevemente. Se for por meio físico, é pouco provável.

Nem Freitas e nem Lopes arriscam cravar o que vai acontecer, mas reforçam que o poder de mobilização da legenda é muito grande, e isso é fato.

Mesmo não figurando na urna eletrônica, o Aliança é um importante movimento para fortalecer o presidente Jair Bolsonaro e o conservadorismo.

Se não vingar para 2020, candidatos a prefeitos e vereador precisarão buscar abrigo em outras legendas. Muita articulação pela frente. Siglas do campo tradicional e conservador estão no radar como plano B.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 21/11/2019 - 14:24Atualizado em 21/11/2019 - 14:26

O governador Carlos Moisés (PSL) se envolveu em uma nova polêmica, desta vez ao dizer que a sonegação de impostos em Santa Catarina chega a R$ 10 bilhões. O Sindifisco (Sindicato dos Auditores Fiscais da Fazenda) contestou a informação por meio de nota. O assunto repercutiu durante a sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (21).

Para o deputado João Amin (PP), o governador está chamando o catarinense de sonegador e que esse tipo de declaração joga os empreendedores que pagam impostos e geram emprego e renda na vala comum.

O deputado Laércio Schuster (PSB) acrescentou que, conforme o Sindifisco, para chegar a esse nível de sonegação seria preciso quadruplicar a arrecadação do Estado. Schuster sugeriu que o governador verifique melhor os números.

Os deputados João Amin e Laércio Schuster. Foto Bruno Collaço. Montagem: Vinícius Adriano/Agência AL
Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 21/11/2019 - 07:44Atualizado em 21/11/2019 - 07:46

O duodécimo, que é o repasse de recurso aos poderes, está de volta à pauta em Santa Catarina. Uma reunião na manhã desta quinta-feira (21), na Casa d’Agronômica, terá a presença dos presidentes da Assembleia Legislativa, deputado Mauro de Nadal; do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Collaço; do Tribunal de Contas, conselheiro Adircélio de Moraes Ferreira Junior; e do Ministério Público, procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin.

O anfitrião, o governador Carlos Moisés (PSL), vai solicitar mais repasses de sobras que eventualmente estejam nos caixas, para fechar as contas de 2019. Em agosto, sob a liderança do presidente da Assembleia, Julio Garcia (PSD), que está licenciado, os poderes já devolveram R$ 118 milhões.

O que chama atenção é que o encontro acontece um dia depois de o secretário da Fazenda, Paulo Eli, anunciar um aumento de 13,6% na arrecadação do Estado, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso significa R$ 28,93 billhões. A estimativa é de que feche o ano em mais de R$ 38,8 bilhões.

Moisés deve alegar que precisa de mais dinheiro para fechar as contas na Saúde, que já estiveram na casa dos bilhões, e hoje ficam em torno de R$ 750 milhões.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 19/11/2019 - 10:47Atualizado em 19/11/2019 - 14:07

O “uso gradativo” da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, foi anunciado na manhã desta terça-feira (19) pelo governador Carlos Moisés (PSL). A inauguração está confirmada para 30 de dezembro. Até 5 de janeiro, a ponte não receberá carros. Esse período será exclusivamente para eventos culturais e esportivos. Depois disso, mediante decisões junto à Prefeitura de Florianópolis, o trânsito começará a ser aberto.

Na prática, as obras não estão prontas, em especial os acessos, que ficaram sob responsabilidade do município. O contrato para revitalização da ponte encerra em 23 de março. Só a partir desta data está previsto o tráfego pleno de veículos.

Assista ao anúncio do governador Carlos Moisés

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 19/11/2019 - 08:01Atualizado em 19/11/2019 - 08:07

Mesmo que especulada nos bastidores da política catarinense, a filiação do ex-deputado estadual Gelson Merisio ao PSDB é surpreendente. A decisão foi anunciada na noite dessa segunda-feira (19). O ato aconteceu no gabinete do governador de São Paulo, João Doria, com o prestígio do presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, e da presidente estadual catarinense, a deputada federal Geovania de Sá. No mesmo encontro, foi anunciada a filiação de Vinícius Lummertz, ex-ministro do Turismo e atual secretário de Turismo de Doria em São Paulo. Lummertz deixará o MDB. Completou a reunião o ex-senador catarinense Dalírio Beber.

Após o segundo lugar nas eleições ao governo do Estado, Merisio deixou o PSD. Conversou com parceiros com quem alinhavou a aliança derrotada pelo então Comandante Moisés (PSL). O primeiro deles foi o PP. O secretário-geral Aldo Rosa foi o porta-voz do convite feito pela ala merisista, mas que não teria recebido as bênçãos dos Amin, ao fim e ao cabo, a família que domina o partido. Outra negociação foi com o Republicanos, antigo PRB, presidido pelo deputado estadual Sergio Motta, bispo da Igreja Universal, outro pilar da campanha de 2018. Também, o Podemos, legenda do parceiro de primeira hora Paulo Bornhausen, ex-PSB.

Gelson Merisio durante a convenção do PSD em 2018

O que torna surpreendente a filiação de Merisio ao PSDB é justamente esse contexto das eleições de 2018. Merisio sempre rechaçou qualquer possibilidade de coligação com os tucanos. Operou para isolar o PSDB, que ficou sem alternativa, e fez a composição com o MDB, que terminou fora do segundo turno das eleições, na chapa encabeçada pelo então deputado federal Mauro Mariani.

O resultado das eleições sinaliza o caminho para Merisio. As urnas colocaram o agora tucano na condição de principal nome da oposição ao governo Carlos Moisés. Por enquanto, Merisio ocupou timidamente este espaço, escrevendo alguns artigos para jornais e concedendo algumas entrevistas cujo mote foi classificar o governo Moisés como “preguiçoso”. Nos bastidores, declara que é preciso dar tempo ao tempo, sem se afobar nas críticas.

Merisio transferiu o domicílio eleitoral de Chapecó para Joinville, onde já colocou o nome à disposição para concorrer à prefeitura, caso o ex-senador Paulo Bauer (PSDB) não demonstre esse interesse. Expectativa também para a conciliação dos projetos internos do PSDB, entre eles do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, cuja projeção estadual para 2022 é uma possibilidade.

Tanto Merisio quanto o PSDB buscam um caminho de reconstrução após os desdobramentos do pleito de 2018. Os tucanos saíram da convenção realizada em Joinville com a candidatura de Paulo Bauer ao governo e do ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, ao Senado. Dias depois, encontrou no MDB uma alternativa ao isolamento que teria reflexo nas composições para a Assembleia e a Câmara. Nada deu certo, o partido encolheu.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 18/11/2019 - 14:25Atualizado em 18/11/2019 - 14:34

A visita do governador Carlos Moisés (PSL) à região Sul continua repercutindo. O fato novo é a decisão da Celesc de antecipar a construção de uma nova subestação de energia elétrica em Araranguá.

A princípio, a obra seria em 2022, mas agora deve ser adiantada já para 2020. A informação foi repassada por Moisés durante almoço com representantes da Aciva (Associação Comercial e Industrial do Vale do Araranguá) e foi confirmada pelo deputado estadual José Milton Scheffer (PP).

A notícia é importante para a região, que tem carência energética, inclusive inviabilizando a abertura de novas empresas.

Na quinta-feira (14), o governador anunciou um pacote de investimentos para o Sul do Estado.

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 18/11/2019 - 14:20Atualizado em 18/11/2019 - 14:42

Depois de um feriadão de intensas articulações políticas descentralizadas pelas bases eleitorais, as atenções se voltam a partir desta segunda-feira (18) para o centro do poder catarinense. Mas, o presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia (PSD), continua licenciado.

Ele ainda se recupera do acidente de trânsito que sofreu na sexta-feira (7), em Lages.

Julio Garcia já está em casa e deve intensificar as sessões de fisioterapia até sexta-feira (22). O retorno às atividades públicas será somente na próxima segunda-feira (25).

Até lá, continua na presidência do Legislativo o deputado Mauro de Nadal (MDB).

Rodolfo Espínola/Agência AL
Rodolfo Espínola / Agência AL

 

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