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Contexto das eleições de 2018 torna surpreendente a filiação de Gelson Merisio ao PSDB

Altair Magagnin
Por Altair Magagnin 19/11/2019 - 08:01Atualizado em 19/11/2019 - 08:07

Mesmo que especulada nos bastidores da política catarinense, a filiação do ex-deputado estadual Gelson Merisio ao PSDB é surpreendente. A decisão foi anunciada na noite dessa segunda-feira (19). O ato aconteceu no gabinete do governador de São Paulo, João Doria, com o prestígio do presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, e da presidente estadual catarinense, a deputada federal Geovania de Sá. No mesmo encontro, foi anunciada a filiação de Vinícius Lummertz, ex-ministro do Turismo e atual secretário de Turismo de Doria em São Paulo. Lummertz deixará o MDB. Completou a reunião o ex-senador catarinense Dalírio Beber.

Após o segundo lugar nas eleições ao governo do Estado, Merisio deixou o PSD. Conversou com parceiros com quem alinhavou a aliança derrotada pelo então Comandante Moisés (PSL). O primeiro deles foi o PP. O secretário-geral Aldo Rosa foi o porta-voz do convite feito pela ala merisista, mas que não teria recebido as bênçãos dos Amin, ao fim e ao cabo, a família que domina o partido. Outra negociação foi com o Republicanos, antigo PRB, presidido pelo deputado estadual Sergio Motta, bispo da Igreja Universal, outro pilar da campanha de 2018. Também, o Podemos, legenda do parceiro de primeira hora Paulo Bornhausen, ex-PSB.

Gelson Merisio durante a convenção do PSD em 2018

O que torna surpreendente a filiação de Merisio ao PSDB é justamente esse contexto das eleições de 2018. Merisio sempre rechaçou qualquer possibilidade de coligação com os tucanos. Operou para isolar o PSDB, que ficou sem alternativa, e fez a composição com o MDB, que terminou fora do segundo turno das eleições, na chapa encabeçada pelo então deputado federal Mauro Mariani.

O resultado das eleições sinaliza o caminho para Merisio. As urnas colocaram o agora tucano na condição de principal nome da oposição ao governo Carlos Moisés. Por enquanto, Merisio ocupou timidamente este espaço, escrevendo alguns artigos para jornais e concedendo algumas entrevistas cujo mote foi classificar o governo Moisés como “preguiçoso”. Nos bastidores, declara que é preciso dar tempo ao tempo, sem se afobar nas críticas.

Merisio transferiu o domicílio eleitoral de Chapecó para Joinville, onde já colocou o nome à disposição para concorrer à prefeitura, caso o ex-senador Paulo Bauer (PSDB) não demonstre esse interesse. Expectativa também para a conciliação dos projetos internos do PSDB, entre eles do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, cuja projeção estadual para 2022 é uma possibilidade.

Tanto Merisio quanto o PSDB buscam um caminho de reconstrução após os desdobramentos do pleito de 2018. Os tucanos saíram da convenção realizada em Joinville com a candidatura de Paulo Bauer ao governo e do ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, ao Senado. Dias depois, encontrou no MDB uma alternativa ao isolamento que teria reflexo nas composições para a Assembleia e a Câmara. Nada deu certo, o partido encolheu.

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