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Volta do público nos estádios depende de prefeitos e Estado

FCF ainda não foi comunicada oficialmente da liberação de 30% da capacidade de torcida nos estádios
Denis Luciano
Por Denis Luciano Balneário Camboriú, SC, 22/09/2020 - 14:44Atualizado em 22/09/2020 - 14:57
Arquivo / 4oito
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O Ministério da Saúde autorizou a presença de público nos estádios brasileiros a partir de outubro, mesmo ainda diante da pandemia de Covid-19. Trata-se de uma negociação que vinha sendo articulada há semanas pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo, junto ao ministro Eduardo Pazzuelo. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 22, pelo jornal O Globo.

"Tomamos conhecimento pela imprensa. Seria 30% da capacidade dos estádios, tomara que dê certo", comentou o presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti. "Mas é aquela história, o Governo Federal pode liberar, o Estado pode barrar, ou então o Município. Já aconteceu aqui em Santa Catarina, na volta do Catarinense, quando o Estado liberou e em Florianópolis, por exemplo, o prefeito chegou a barrar os jogos", lembrou. 

A FCF vinha dialogando com Carlos Moisés, antes de eclodir a atual crise política que pode levar ao impeachment do governador, sobre uma possibilidade de volta parcial das torcidas aos estádios. "Já estávamos começando esse movimento com o Moisés. Não tem cabimento, é igual aos eventos que não podem ocorrer. Temos provas de que é possível sim fazer o futebol com segurança", assegurou. "O Criciúma, por exemplo. No estádio Heriberto Hülse cabem 20 mil torcedores, 30% seriam 6 mil torcedores. O Criciúma vinha colocando médias menores que essa antes da pandemia. Faz o distanciamento, coloca gente para organizar, é ao ar livre. É diferente de, por exemplo, duzentas pessoas aglomeradas dentro de aviões, como tem acontecido", apontou o dirigente.

Ao reforçar que, agora, a tramitação da matéria para que entre efetivamente em prática depende mais dos governos estaduais e municipais, Angelotti frisa que a situação dos envolvidos no futebol está crítica. "Tanto os clubes quando as federações, sem essa receita do público nos estádios, está muito complicado manter tudo", observou. 

Houve, em alguns momentos da pandemia, ideia de retomada do público nos estádios em Criciúma. "Em um jogo da volta, o presidente Dal Farra chegou a articular venda de ingressos no Criciúma, para capacidade de 30%. Falamos disso em algumas reuniões com os clubes também, mas não foi adiante, por conta dos vetos da Secretaria de Saúde", sublinhou Angelotti. 

Atualmente, poderão ser contemplados com a medida, se ela for estendida a todas as divisões do Campeonato Brasileiro, oito clubes catarinenses: Avaí, Chapecoense e Figueirense (Série B), Brusque e Criciúma (Série C), Joinville, Marcílio Dias e Tubarão (Série D).

Pelo Brasil

A liberação de 30% da capacidade dos estádios consta de um estudo encaminhado pela CBF ao Ministério da Saúde. Mas na proposta consta que os Estados e Municípios deverão aplicar protocolos e adotar as medidas em âmbito local. 

Os debates para a retomada já vinham ocorrendo com mais frequência no Rio de Janeiro. Havia uma expectativa inicial de liberação do acesso dos torcedores somente quando houvesse a primeira vacina contra Covid-19. Porém, com as previsões somente para meados de 2021, adiantou-se o plano de reabertura dos estádios. 

Entre os itens do estudo consta o veto às torcidas visitantes, estádios somente com torcedores da casa. A CBF ainda não se manifestou oficialmente. Não há unanimidade nem entre os clubes ainda.