Um terminal rodoviário na Quarta Linha é aguardado há anos pelos moradores da região Sul de Criciúma. Com o crescimento populacional do bairro, a Câmara de Vereadores questionou o Poder Executivo sobre um projeto de mobilidade urbana que agregue uma estação de ônibus na localidade e no distrito do Rio Maina.
O Requerimento nº 107/2026, de autoria do vereador Valmir Dagostim, o Miri (PP), frisa o intenso fluxo de pessoas nessas regiões, que concentram parcela significativa dos trabalhadores. Na chamada Grande Quarta Linha, por exemplo, estão localizadas empresas de renome nacional do ramo do porcelanato que empregam milhares de pessoas.
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Divergência na Câmara sobre prioridades da mobilidade urbana
“É um corredor muito forte de economia que ainda está começando a aumentar a população. Hoje, na Grande Quarta Linha, já somos em média de 23 mil habitantes”, destacou o vereador Ademir Honorato (PL).
Criado na região Sul da Capital Nacional do Carvão, ele é um dos defensores da implantação dos novos terminais rodoviários. Em sua percepção, Honorato declarou que o município é pensado de maneira Leste-Oeste.
Ele também afirmou que houve desinteresse do governo do início dos anos 2000 em dar prosseguimento ao plano inicial de desenvolvimento de mobilidade integrada.
“Nós, aqui ao Sul, somos sempre os últimos a receber qualquer tipo de benefício. A água veio por último, a energia, telefonia, ônibus, pavimentação, tudo”, acrescentou.
Já o vereador Antonio Cordova de Oliveira, o Toninho da Figueira (PL), alegou que a preocupação inicial deveria ser com a frota e a estrutura das estações já existentes. “Como é que estão nossos terminais hoje? Como é que está a frota de ônibus? Nós não temos, está faltando ônibus”, protestou.
“É sim uma necessidade latente, não só de se discutir, mas de fato, de se implantar”, foi assim que o vereador Aldenir Potelecki (Republicanos) definiu o tema.
Para defender sua posição, ele argumentou que as projeções dizem que Criciúma, para os próximos 25 anos, pode chegar a 350 mil habitantes.
“O número de usuários do transporte coletivo vai aumentar, porque vai aumentar a população. Quando nós discutimos e aprovamos um plano, não é para bonito, não é para dizer que tem lá um papel, é para ser colocado em prática”, concluiu.
Com a aprovação em plenário, o requerimento será encaminhado ao chefe do Poder Executivo Municipal, que deverá informar se há iniciativas em andamento ou previstas para atender à demanda. Caso existam estudos ou projetos, a Câmara também solicitou o detalhamento do planejamento e uma possível previsão de execução.
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