O último bloco do debate da Rádio Som Maior para o Senado em Santa Catarina foi marcado pelas considerações finais de cada um dos cinco candidatos, até o encerramento da edição, que superou duas horas e meia.
Participam do debate Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD), Décio Lima (PT), Antídio Lunelli (MDB) e Afrânio Boppré (Psol). Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni também foram convidados, mas informaram que não poderiam participar por compromissos anteriores.
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Com dois minutos cada, os concorrentes aproveitaram a última oportunidade para falar diretamente com os ouvintes, pedindo votos para si e também para suas chapas.
O debate é dividido em cinco blocos. O último foi direcionado para os candidatos encerrarem a participação. Usando a ordem sorteada ainda no início do debate, as considerações finais começaram com o senador Esperidião Amin, candidato à reeleição pelo PP. Na sequência, falaram Jeferson Rocha (PRD), Décio Lima (PT), Antídio Lunelli (MDB) e Afrânio Boppré (PSOL).
Esperidião Amin (PP)
Começando a roda de considerações, o atual senador, que também é ex-governador de SC e ex-prefeito de Florianópolis, destacou seu currículo político, além de citar a volta tardia aos estudos.
"Eu voltei a estudar, fiz o mestrado, fiz o doutorado, terminei com mais de 60 anos de idade o doutorado. A curiosidade para aprender, para poder ser mais útil", comentou.
Para finalizar, ele pediu votos para os eleitores, dizendo sempre ter lutado pelo estado. "Para defender o nosso Estado, não tenho registro na minha consciência de ter me omitido. E é com esse espírito que eu estou aqui. Enquanto Deus me der forças, eu peço o seu voto para servir você", concluiu.
Jeferson Rocha (PRD)
O candidato do PRD foi o segundo a encerrar a participação no debate. Nas suas considerações, Rocha pediu para ser lembrado pelos eleitores no dia da eleição, mesmo que como o segundo voto.
"Não quero nem o primeiro, quero o seu segundo voto para colocar Santa Catarina em primeiro lugar. Quero defender você que trabalha, você que produz", disse.
Ainda, ele comentou sobre as suas propostas caso seja eleito, com foco na industrialização, no agro, e na limitação de juros. "Quero defender o nosso agro, a verticalização com a produção dos biocombustíveis. Quero defender a indústria carbonífera, porque a gente não pode abrir mão nesta nova industrialização que estamos passando, abrir mão de cem anos de carvão que podemos extrair aqui, mantendo mais de vinte mil empregos pra região sul do estado", finalizou.
Décio Lima (PT)
Candidato petista, Décio Lima também aproveitou os últimos dois minutos para projetar sua atuação no Senado, e falou diretamente sobre o Morro dos Cavalos.
Ele também refletiu sobre Santa Catarina. "Nós não somos uma terra do ódio, nós não somos aqui a terra da arma", afirmou.
"Essa causa que me motiva a estar aqui, de trazer resultados para o povo catarinense, de trabalhar para o Santa Catarina, de resolver os problemas como o Morro dos Cavalos", acrescentou, lembrando sua atuação na presidência do Sebrae, comentada como uma das marcas de maior credibilidade do país.
Antídio Lunelli (MDB)
Candidato do MDB, Antídio foi mais um que citou a sua trajetória dentro do cenário político, principalmente na prefeitura de Jaraguá e a atuação como deputado.
Caso eleito, Antídio prometeu "brigar contra o sistema". "Estes extremismos que nós estamos vivendo não constroem nada. O rio, quando nós temos a enchente, ele tanto prejudica a direita quanto a esquerda", avaliou.
Para finalizar, Lunelli destacou que, caso eleito, também vai entrar para mudar o Senado. "Quero entrar com a enxada no Senado para arrancar aquelas ervas daninhas que lá estão. Nós precisamos de mudança. Vamos defender o querido Estado de Santa Catarina", terminou.
Afrânio Boppré (Psol)
Professor e economista, o candidato do Psol recapitulou a sua participação ao longo do debate, onde se manifestou contra as bets e a escala 6x1.
Ainda, aproveitou para fazer um "ataque" aos candidatos Carlos Bolsonaro e Carol De Toni (ambos PL), que foram convidados para o debate, mas se ausentaram. "Quem se ausentou, que fugiu desse debate, é porque não tem coragem de fazer tete-a-tete o que nós precisamos fazer, é aperfeiçoar a democracia e trocar ideias", analisou.
Por fim, ele destacou que, caso eleito, atuará no Senado contra o intervencionismo americano. "Vamos defender a soberania nacional. O Senado, ele é grande, ele é ativo e não pode ficar submetido aos interesses dos Estados Unidos", concluiu.
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