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Uma mulher à frente da delegacia das mulheres

Opção por Juliana de Freitas Zappelini atende a um antigo apelo da comunidade para a DPCAMI
Por Vanessa Amando Criciúma, SC, 11/02/2019 - 06:33
Foto: Kettuly Beltrame / Sul In Foco
Foto: Kettuly Beltrame / Sul In Foco

Um pedido antigo será atendido. A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Criciúma terá uma mulher no seu comando. A responsável será a delegada de Polícia Civil Juliana de Freitas Zappelini. Atualmente à frente da delegacia do município de Lauro Müller, ela deve assumir a titularidade da delegacia especializada de Criciúma, provavelmente, até o fim deste mês. Esta é a segunda vez que a DPCAMI será comandada por uma mulher.

As informações são do delegado Vitor Bianco Júnior, titular da 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), de Criciúma. “Já encaminhamos as informações para Florianópolis e, agora, aguardamos a publicação das portarias por parte da Delegacia-Geral do Estado. Depois de publicadas, o futuro delegado de Lauro Müller tem até 15 dias para se apresentar. Temos que aguardar esses trâmites para não deixar nenhuma delegacia desguarnecida. Assim que ele assumir, a delegada Juliana pode tomar a frente da DPCAMI”, explica Vitor.

A Delegacia de Lauro Müller ficará sob o comando do delegado Márcio Maciel. Já o atual delegado da DPCAMI, Fernando Pagani Possamai, será transferido para a 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Criciúma, no Bairro Próspera. “Reconhecemos o bom trabalho que a delegada Juliana vem fazendo em Lauro Müller e acreditamos que ela deve impor o mesmo ritmo à frente da DPCAMI. Além disso, estaremos atendendo um pedido que vinha sendo reiterado pela comunidade, a vinda de uma mulher”, completa o delegado regional.

“Muito apaixonada pela profissão”

Natural de Içara, Juliana ingressou na Polícia Civil em 2006, quando morava em Florianópolis e cursava Direito na Universidade Federal da Santa Catarina (UFSC), onde se formou. Naquela época, lembra ela, iniciou na carreira como agente de Polícia Civil, mesmo antes de ter concluído a graduação, já que era exigido apenas o Ensino Médio.

“Me identifiquei com a profissão quando ainda estava na faculdade. Comecei na carreira de investigadora e já gostava bastante da atividade”, destaca Juliana. Na região da Capital, ela atuou como agente em São José e na DPCAMI de Florianópolis. Três anos depois, já formada, decidiu que gostaria de seguir na carreira, mas como delegada, e estudou para o cargo.

Aos 34 anos, a futura delegada responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e ao Idoso se considera “muito apaixonada pela profissão, bastante ativa e sempre interessada pelos desafios”. Ela também acredita que as experiências na DPCAMI da Capital e na Delegacia de Lauro Müller – onde são registrados muitos casos de violência contra mulheres – somarão pontos diante do desafio de comandar a delegacia especializada, desta vez em Criciúma.