Um trio de jovens foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), suspeitos do assassinato da jovem Daniele Roque Silveira, de 16 anos. A adolescente, de Araranguá, estava desaparecida desde novembro de 2025, e teve o corpo encontrado na última semana, em Balneário Rincão.
Os investigados são dois homens e uma mulher, de 20, 22 e 24 anos, e tiveram a condenação requerida por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Um deles está preso preventivamente, enquanto os outros dois seguem foragidos.
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Segundo a denúncia, os envolvidos são supostamente integrantes de uma organização criminosa, e mataram Daniele por motivo torpe e meio cruel (diante dissimulação e com recurso que dificultou a defesa da vítima). Ainda, conforme a promotoria de Justiça de Içara, a vítima foi assassinada entre os dias 20 e 21 de novembro, com múltiplos golpes, que provocaram politraumas e traumatismo crânio encefálico (TCE).
Entenda o caso
Na noite do crime, um dos réus teria contratado um outro homem que realizava corridas de forma particular e o pediu para buscar a vítima em sua residência, em Araranguá. A adolescente teria sido conduzida até a residência desse réu, em Balneário Rincão, acreditando estar indo ao encontro do denunciado, com quem se relacionava casualmente. Os denunciados, porém, teriam aproveitado dessa circunstância para atraí-la e matá-la.
Depois de ser recebida na casa do primeiro réu, a jovem teria sido levada até o Morro da Moca, área pacata situada na mesma região. No local, os três denunciados, agindo em conjunto e previamente ajustados, teriam dado início aos atos que culminaram na morte da vítima.
Conforme a denúncia, a localização do celular da vítima auxiliou na identificação dos suspeitos. Dados da geolocalização do aparelho apontaram que o celular esteve no endereço do réu com quem a vítima se relacionava. Na sequência, o aparelho conectou-se à rede Wi-Fi pertencente à denunciada, que era companheira do terceiro réu envolvido.
Os dois endereços seriam situados nas imediações do local do crime e do ponto em que o cadáver foi encontrado, quatro meses depois.
Homicídio triplamente qualificado
A denúncia apurou que o crime teria sido praticado por motivo torpe, já que os denunciados teriam matado a vítima em retaliação ao fato de ela ter delatado integrantes da organização criminosa que os réus integravam. Também foi praticado com meio cruel, já que a submeteram a violência extrema, com a aplicação de múltiplos golpes, que causaram inúmeros traumas e fraturas, gerando um sofrimento intenso e desnecessário.
"O delito também foi cometido mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os denunciados teriam atraído a adolescente sob o falso pretexto de um encontro e, atuando em evidente vantagem numérica, já que eram três réus contra uma única vítima, teriam a conduzido a um local ermo e isolado, circunstâncias que não permitiram qualquer possibilidade de reação ou resistência", complementa a acusação.
Ocultação de cadáver
Ainda consta na denúncia uma possível ocultação de cadáver da adolescente. Após supostamente matar a jovem, os denunciados teriam a enterrado nas dunas de Balneário Rincão, em área de difícil acesso. O corpo foi localizado em 10 de março de 2026, quase quatro meses após a vítima desaparecer.
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