Sarah Gomes de Araújo, conhecida como Sarinha, nasceu com uma doença rara chamada displasia esquelética. Aos 9 anos, leva uma vida como a de qualquer outra criança, mas carrega um sonho especial: conseguir caminhar com as próprias pernas.
Natural do interior do Maranhão, Sarinha foi diagnosticada com a deficiência ainda durante a gestação. A falta de recursos financeiros, no entanto, dificultou o acesso ao tratamento adequado nos primeiros anos de vida.
“Ela passou a maior parte da infância sem assistência médica especializada, e isso fez com que a doença evoluísse para uma compressão da medula espinhal em vários níveis, resultando em paraplegia, com perda de sensibilidade e mobilidade”, explica a mãe, Maria Gomes da Paz.
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A mudança da família para o Sul de Santa Catarina marcou o início de uma nova fase. Em Forquilhinha, Maria encontrou apoio na rede pública de saúde e passou a buscar alternativas para o tratamento da filha.
“Quando trouxe ela para Forquilhinha, fui atrás de recursos, postos de saúde e novos atendimentos, foi quando percebi que poderia encontrar uma solução para a saúde dela”, relata.
Após alguns meses, Sarah foi encaminhada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis. Com o acompanhamento de uma equipe médica especializada, ela teve acesso a um procedimento moderno, que utilizou tecnologia de neuronavegação, garantindo maior precisão e segurança e ampliando as possibilidades de recuperação.
Segundo a mãe, o tratamento foi realizado em três etapas e exigiu 25 dias de internação. “A primeira cirurgia foi no dia 1º de dezembro. Uma semana depois, ela passou por outra, e depois por mais uma. O procedimento foi para corrigir a coluna, permitindo que ela consiga deitar corretamente, encostando as costas na cama”, explica.
Quando a dor é um sinal de esperança
Após os procedimentos cirúrgicos, Sarah começou a apresentar reações nos membros inferiores, um sinal considerado positivo pelos médicos. Atualmente, há diferença de tamanho entre as pernas, mas dores, formigamentos e câimbras indicam que o corpo está reagindo ao tratamento.
“Os médicos disseram que, se o corpo continuar respondendo bem, será possível realizar outra cirurgia para corrigir as pernas e aumentar as chances de ela andar. Ela apresenta vários sinais positivos e estamos muito esperançosos”, comemora Maria.
Descrita pela mãe como uma criança ativa, inteligente e carinhosa, Sarah é considerada um exemplo de superação pela família. “Ela foi uma guerreira, pois o procedimento não foi fácil, mas ela venceu. Apesar de tudo, é como qualquer criança, esperta, cheia de sonhos, com muita fé e esperança de que vai conseguir andar”, afirma.
“Sou muito grata a Deus e a todas as pessoas que nos ajudaram nesse processo, tudo foi feito com muita oração, fé e esperança”, finaliza a mãe.
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