A superprodução de pitaya levou o produtor rural Anoir Tomazi, da comunidade de Pinheirinho Baixo, no interior de Jacinto Machado, a destinar parte da colheita para alimentar o gado.
De um ano para o outro, a produção praticamente dobrou, o que dificultou a comercialização da fruta. Segundo o produtor, o bom retorno financeiro atraiu novos agricultores para o cultivo.
“Muitos produtores maiores viram que a fruta estava rendendo bem e começaram a produzir também. Outro fator que atrapalhou foi a venda desenfreada de mudas de pitaya. Vendiam as mudas, mas ninguém ensinava a comercializar a fruta”, explica.
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Vendas e doações
A terceira florada rendeu cerca de oito mil quilos, aproximadamente quatro mil foram destinados à venda, enquanto o restante foi dividido entre doações e descarte para alimentação do gado.
De acordo com o produtor, diversas instituições receberam a fruta gratuitamente. “Ficamos quase uma semana doando os frutos bons. Entregamos para ONGs, creches e até casas de reabilitação”, conta.
Tomazi lamenta o desperdício. “O dia em que joguei as pitayas para o gado, fiz isso chorando. Nossa maior satisfação é ver as pessoas consumindo o resultado do nosso trabalho”, relata.
Atualmente, o produtor vende o quilo por R$ 2 a R$ 3, enquanto no mercado o preço ao consumidor varia entre R$ 18 e R$ 20. “Nesse valor, não conseguimos vender mais barato, senão trabalhamos de graça”, finaliza.
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