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STF retoma em setembro julgamento que pode mudar regras da Lei da Ficha Limpa

Decisão pode definir regras de inelegibilidade e abrir caminho para candidaturas de políticos condenados

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 22/08/2026 - 14:58 Atualizado há 2 minutos
Plenário do Supremo Tribunal Federal durante sessão de julgamento | Foto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil
Plenário do Supremo Tribunal Federal durante sessão de julgamento | Foto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 11 de setembro a retomada do julgamento que analisa as mudanças feitas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa. A decisão poderá definir se as novas regras que reduzem o período de inelegibilidade de políticos condenados são válidas.

O julgamento ocorre no plenário virtual e havia sido interrompido em junho, após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Nesta sexta-feira (21), o ministro devolveu o processo para análise dos demais integrantes da Corte.

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Até agora, o placar é de 2 votos a 0 pela derrubada das alterações, com manifestações contrárias da ministra Cármen Lúcia e do ministro Luiz Fux.

O que muda com a nova regra

A ação analisada pelo STF foi apresentada pela Rede Sustentabilidade contra a Lei Complementar 219/2025, aprovada pelo Congresso para alterar os prazos de inelegibilidade.

Ministros do STF analisam alterações nos prazos de inelegibilidade previstas na nova legislação | Foto: Antonio Augusto/STF

Entre as mudanças estão:

  • Limite de 12 anos para o período de inelegibilidade em diferentes condenações por improbidade administrativa;
  • Contagem dos oito anos de inelegibilidade a partir da condenação, e não depois do cumprimento da pena.

Atualmente, o período é contado após o cumprimento da condenação em determinadas situações.

Decisão pode afetar candidaturas

Caso o STF mantenha as alterações aprovadas pelo Congresso, a mudança poderá abrir caminho para novas candidaturas de políticos atingidos pelas regras atuais.

Entre os nomes que podem ser beneficiados estão:

  • José Roberto Arruda, para o governo do Distrito Federal;
  • Eduardo Cunha, para deputado federal por Minas Gerais;
  • Anthony Garotinho, para o governo do Rio de Janeiro.

A análise será retomada em 11 de setembro, quando os ministros voltarão a votar sobre a validade das mudanças na Lei da Ficha Limpa.a

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