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Setor cerâmico de SC teve pior janeiro em quatro anos

Atualmente segmento responde por 15% da produção nacional

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 08/02/2026 - 11:40 Atualizado há meio minuto
Custo do gás ameaça competitividade do setor cerâmico catarinense | Foto: imagem reproduzida com auxilio de IA/4oito
Custo do gás ameaça competitividade do setor cerâmico catarinense | Foto: imagem reproduzida com auxilio de IA/4oito

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O setor cerâmico do Sul de Santa Catarina atravessa um dos períodos mais delicados dos últimos anos, marcado por queda de faturamento, perda de competitividade e risco de desindustrialização. Segundo Manfredo Gouveia, presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC e diretor executivo do Sindiceram, a região, que já teve participação significativamente maior na produção nacional, hoje responde por cerca de 15%.

“Há um movimento claro de desindustrialização do segmento cerâmico no Sul do Estado, provocado principalmente pela perda de competitividade para produzir em Santa Catarina”, afirma. Entre os principais entraves, ele cita os altos custos e dificuldades estruturais.

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Alem disso, o preço do gás natural e a logística estão entre os fatores mais críticos. “Estamos sempre um passo atrás em termos de custo: o gás é mais caro, a logística é mais cara, e nosso principal mercado consumidor é o Sudeste, que concentra mais de 70% da capacidade produtiva nacional”, diz.

Setor cerâmico de SC responde hoje por 15% da produção nacional | Foto: Canva/4oito

o insumo chega a representar até 30% do custo de produção, e a tarifa em Santa Catarina pode ser até 30% superior à praticada em São Paulo, em razão de um contrato de concessão antigo. “Não se trata de romper contratos, mas de atualizá-los à realidade atual, como outros estados já fizeram”, defende.

Os números recentes reforçam o alerta, pois entre 2024 e 2025, o faturamento bruto das empresas da região recuou cerca de 5%, e janeiro de 2025 foi o pior dos últimos quatro anos. “Há empresas operando com apenas 60% ou 70% da capacidade, fornos desligados há mais de um ano e indicativos de férias coletivas devido ao excesso de estoque”, relata.

Para Manfredo, o cenário exige resposta imediata. “É preciso senso de urgência. Estamos falando da preservação de empregos e de uma vocação econômica histórica da região. Sem medidas concretas, o risco de agravamento é real.”

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