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Segue o juri popular do ex-boxeador que matou mulher e espancou o companheiro dela

A arma usada no crime, que aconteceu e dezembro de 2017, foi uma barra de ferro
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Araranguá, SC, 07/10/2020 - 15:10Atualizado em 07/10/2020 - 15:13
Foto: Portal Agora
Foto: Portal Agora

Começou no final da manhã dessa quarta-feira, 07, em Araranguá, e deve seguir até o início da noite o juri popular do ex-boxeador Claudinei Rodrigues Lacerda, mais conhecido no meio esportivo com Casca. Claudinei é acusado de matar Elenita Rosa Rodrigues, de 46 anos, tia de sua ex-mulher e da tentativa de homicídio de Luciano da Silva, companheiro de Elenita. O crime aconteceu em dezembro de 2017 na casa da ex-mulher de Casca, no bairro mato alto em Araranguá.

Devido a pandemia, o juri popular que acontece na sede do 19º Batalhão de Polícia Militar, será fechado, participando apenas os sete jurados, advogado de defesa, Promotor de Justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer, o Juiz Substituto Bruno Santos Vilela, funcionários do Fórum e Polícia Militar. 

Casca está preso preventivamente desde o dia 05 de dezembro de 2017 e sendo acusado pelos crimes tentativa de homicídio e homicídio consumado triplamente qualificados, tendo como qualificadoras motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio, além dos crimes de violação de domicílio e ameaça.

O crime
Claudinei Rodrigues Lacerda (Casca) foi até a casa da ex-mulher querendo conversar. Ele chegou ao local e bateu  nas janelas e porta da residência. A ex-companheira que tem medida protetiva contra o agressor, entrou em contato com a tia pedindo socorro. Imediatamente Elenita Rosa Rodrigues acionou a Polícia Militar. 
Após isso ela e o companheiro se dirigiram para a casa da sobrinha e ao chegar lá foram violentamente agredidos por Casca que estava com uma barra de ferro.

De acordo com as investigações e testemunhas, Luciano foi agredido antes mesmo de descer do veículo, vindo a desmaiar. “Casca” então foi até a porta do caroneiro e golpeou com violência Elenita, com pancadas de barra de ferro na cabeça

“Casca” fugiu levando a barra de ferro. Em estado grave as vítimas foram encaminhadas pelos bombeiros ao Hospital Regional de Araranguá. Elenita não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois.

No dia 05 de dezembro Casca, já com mandado de prisão preventiva decretado, se apresentou na Central de Plantão Policial de Araranguá, sendo posteriormente encaminhado ao presídio.

No dia 11 de dezembro houve a reconstituição do crime. Participaram algumas testemunhas, a ex-companheira de “Casca”, Luciano da Silva, que foi vítima de tentativa de homicídio naquela madrugada e que teve os dois braços quebrados e o próprio acusado, Claudinei Rodrigues Lacerda.