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SC registrou 48 mortes por violência doméstica em 2017

"Rede Catarina de Proteção à Mulher" tem o objetivo de combater a violência doméstica e familiar no estado
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 19/06/2018 - 09:55Atualizado em 19/06/2018 - 09:58

Há cerca de um ano no estado, a Rede Catarina de Proteção à Mulher, programa idealizado pela Polícia Militar, tem o objetivo de combater a violência doméstica e familiar, através de alguns eixos estratégicos.

“É importante destacar que é um programa institucional da Polícia Militar. Teve início na cidade de Chapecó e depois foi instituído em Santa Catarina, principalmente em cidades que tem acima de 100 mil habitantes ou que índices altos de violência doméstica. É um programa que visa realizar um acompanhamento das medidas protetivas em favor da mulher vítima de violência doméstica”, explicou Carlos Diego Apoitia Miranda, 1º Tenente do 9º Batalhão da PM.

A vítima faz o registro da ocorrência e este é encaminhado ao Poder Judiciário que determina medidas contra o agressor. “Por exemplo, se for proibido que o agressor se aproxime da vítima 200 metros, não pode frequentar os mesmos locais que a vítima. Essa medida será encaminhada a PM e a polícia passa a fiscalizar o cumprimento desta decisão. Então, a gente formou uma equipe de trabalho, sempre composta por um homem e por uma mulher, que faz o contato prévio com a vítima e passa a acompanha-la, fazendo ligações e visitas”, esclareceu.

Segundo Apoitia, dados de 2017 aponta que foram 48 mortes e 13 mil casos de lesão corporal no ambiente doméstico em Santa Catarina. “São números preocupantes no Estado todo. Na cidade de Criciúma o projeto iniciou em outubro de 2017 e antes de iniciar fizemos um levantamento dos dados. A gente teve, entre setembro e novembro de 2016 80 casos de violência doméstica. Já entre setembro e novembro de 2017, ou seja no ano em que iniciou o projeto, foram 168 casos. Houve um aumento, o que fez com que a gente tivesse urgência de implantar esse projeto”, revelou.