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SC em Pauta: fake news, Jessé e ações de Moisés (VÍDEO)

Quarta edição do programa do SC em Pauta apresenta as principais discussões políticas da semana
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Florianópolis - SC, 29/05/2020 - 13:28Atualizado em 29/05/2020 - 13:43
Foto: divulgação
Foto: divulgação

As investigações da CPI dos respiradores segue movimentando a política em Santa Catarina e deixando como incerta a situação de Carlos Moisés como governador. No cenário nacional, o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) para apuração de fake news divulgadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, vem rendendo discussões e declarações. No SC em Debate desta sexta-feira, 29, os jornalistas Adelor Lessa, Ananias Cipriano, Marcelo Lula e Maria Helena Pereira discutiram sobre as ações do STF, a CPI estadual e as articulações do governador.

No início da semana, uma publicação do deputado estadual Jessé Lopes movimentou autoridades e notas de repúdio por toda Santa Catarina, assim como um possível processo por parte do governador. Moisés, ainda nesta semana, procurou lideranças do MDB para possíveis articulações políticas.

“Moisés foi em Joinville e Chapecó. Conversou com o Udo Döhler [prefeito de Joinville] em particular, juntamente com o secretário da Casa Civil Amandio. O teor da conversa é que Moisés quer emplacar o nome do ex-secretário da Saúde Dalmo Claro de Oliveira como vice de Fernando Krelling na eleição municipal. A proposta do governador seria dar ao MDB o direito de escolher o próximo comandante do Porto de São Francisco e também uma indicação direta de Fernando para uma vaga na Jucesc”, declarou Lula.

A leitura da reunião por parte do MDB é de que o governador já estaria desgastado. Além disso, durante um encontro do governador com autoridades de Joinville e de outras regiões, o secretário de Articulação Nacional, Derian Campos, teria pedido a presença de uma vereadora do PSL - a qual foi barrada. Algumas fontes dizem que a decisão de barrar foi do próprio governo, mas o governo diz que não. “Derian deve deixar em breve o cargo nacional”, pontuou Lula.

O nome mais cotado para substituir Derian é do empresário e presidente da Associação Empresarial de Joinville (Aciji), João Martinelli. “É inegável que há uma aura sob que, além de presidente da Aciji, tem uma articulação importante e proximidade com a Fiesc e um bom trânsito entre as associações empresariais. Se ele se aproximar de Moisés, o Estado terá um forte aliado no norte de SC”, ressaltou Ananias.

Investigações STF

Para Lula, chegou um momento em que se precisa discutir as indicações do STF e que o judiciário seria o melhor para definir quem representa a corte suprema. Adelor acredita que os cargos nos tribunais, como chefe do Supremo, deveriam ser obtidos em carreira. “A pessoa estuda e vai subindo de cargo”, disse Adelor.

“As milícias digitais já foram longe demais. Já teve na época do PT, agora nesse atual também. É preciso sim que as pessoas entendam que uma coisa é a imprensa formal e profissional, outra são blogueiros que vivem a disseminar fake news e divulgar informações falsas para atacar pessoas contra o governo, recebendo dinheiro público pra isso. Isso tem que ser combatido”, destacou Lula.