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SC em Debate: governador repassa responsabilidade aos municípios

Decreto estadual permite a flexibilização para tomadas de decisão regionais no combate ao Covid-19
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 01/06/2020 - 17:01Atualizado em 01/06/2020 - 17:03
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Nesta segunda-feira, 1º, o governador Carlos Moisés assinou um decreto que fará com que as decisões para combate ao novo coronavírus em Santa Catarina seja tomada de forma regional, entre prefeituras e governo do Estado, a partir do dia 8 de junho. O decreto vem após uma grande pressão por parte de empresas e prefeitos que pediram a liberação de algumas atividades. O assunto, assim como a mudança de estratégia de Moisés, foi pauta no SC em Debate desta segunda, com os jornalistas Adelor Lessa, Ananias Cipriano, Marcelo Lula e Maria Helena Pereira.

Os jornalistas destacam que o comportamento do governador frente os primeiros dias de pandemia no Brasil, em que pouco se sabia sobre como conter, foi assertivo - mas que algumas decisões foram tomadas tarde demais. 

“Acho que o governador foi perfeito no fechamento, em 17 de março. Mas penso que ele podia ter partilhado antes o que está fazendo agora, partilhando um pouco antes com os prefeitos. O governador deveria ter definido formas para apoiar o micro e pequeno empreendedor no momento da liberação, e não soltar na chuva como soltou”, disse Adelor.

Ações regionais para o combate ao Covid-19 era algo já pedido pelos prefeitos e líderes municipais. No momento que veio, de acordo com Ananias, a decisão acaba sendo prejudicial aos prefeitos. “É até injusto com os prefeitos, porque eles assumem agora a partir de um decreto que o governador assinou. Os prefeitos não sabem bem como serão os decretos e como irão funcionar as restrições. A população já vai começar a bater nos prefeitos”, pontuou. 

A chegada de Amandio Júnior como novo chefe da Casa Civil em SC causou algumas mudanças no comportamento de Moisés. O governador passou a se mostrar mais aberto ao diálogo, visitou regiões do interior do estado e buscou conversa com prefeitos e, também, com o ex-governador Eduardo Moreira. Para Lula, apesar das mudanças serem essenciais, há a preocupação de serem apenas para salvamento político próprio.

“A água já está no pescoço, tem uma CPI e um possível processo de Impeachment. O governador tem dificuldade, qual sua base na Alesc? Se isso for genuíno, ai ganha SC, com um governador que dialoga e vai para as regiões. Mas, se for pragmático só para se salvar e depois voltar ao que era antes, esse é o meu temor”, ressaltou Lula.

Depoimentos de Douglas, Helton e Márcia

Os depoimentos do ex-secretário da Casa Civil Douglas Borba, ex-secretário da Saúde Helton Zeferino e da servidora Márcia Pauli, nesta terça-feira, na CPI dos respiradores, promete ser um divisor de águas para as investigações.”A CPI começou com uma questão específica dos respiradores e olha quantas informações vieram. O modelo da operação do governo. até aquele momento, está sendo dado como muito frágil e cheio de furos”, disse Adelor.