Santa Catarina registrou, em 2025, o maior número de empresas abertas de sua história. Entre janeiro e dezembro, foram registrados 293 mil novos CNPJs em todo o estado, enquanto 153 mil empresas encerraram as atividades. O saldo positivo foi de 140 mil novos negócios, um crescimento de 13%.
O resultado consolida o bom momento da economia catarinense, que avança acima da média nacional e mantém a menor taxa de desemprego do país. O desempenho é reflexo do aquecimento da atividade econômica, impulsionado pelo aumento do consumo, pelo ambiente propício aos investimentos e por políticas públicas voltadas à redução da burocracia e ao estímulo ao empreendedorismo.
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Setores que mais cresceram
Entre os segmentos com melhor desempenho está o setor de transporte, que apresentou saldo positivo superior a 20 mil registros e expansão de 24% em relação ao ano anterior. O comércio e a reparação de veículos também tiveram destaque, com 17,9 mil novos negócios.
Outros setores com participação relevante no resultado foram atividades administrativas e serviços complementares (16,5 mil), construção civil (14,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (12,8 mil).
Para o governador Jorginho Mello, os números refletem um ambiente de confiança para investir no estado. “Empreender em Santa Catarina é um bom negócio porque o estado oferece segurança jurídica, um ambiente favorável e um povo trabalhador. O Governo trata o empreendedor como parceiro e facilita o processo de abertura de empresas”, afirmou.
Mulheres ampliam presença no empreendedorismo
Outro dado de destaque em 2025 foi o aumento da participação feminina no quadro societário das empresas. Segundo a Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), as mulheres representaram 40,8% do total de sócios e ampliaram sua participação no capital social das empresas.
A maior parte das empresas abertas no estado é formada por micro e pequenos negócios. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) representam mais de 70% do total de novos registros em 2025. As empresas limitadas (LTDA) aparecem na sequência, com quase 30%. Sociedades anônimas, cooperativas e empresários individuais completam o levantamento.
De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o MEI é a principal porta de entrada para a formalização. “A partir do microempreendedor, o empresário pode ampliar o negócio e migrar para outros portes. O Governo de Santa Catarina oferece incentivos como o Pronampe SC e o Juro Zero, com crédito subsidiado”, destacou.
Economia aquecida e menos burocracia
Dados parciais do Banco Central apontam que a economia catarinense cresceu 4,9% até outubro de 2025, acima da média nacional. O desempenho foi puxado principalmente pelos setores da indústria, comércio e serviços. Além do cenário econômico favorável, ações do Governo do Estado têm contribuído para a melhoria do ambiente de negócios. Por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e da Jucesc, o estado tem avançado na desburocratização.
Uma das principais iniciativas é o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro, que amplia o número de atividades consideradas de baixo risco. Com isso, empresas enquadradas nessas categorias podem iniciar suas operações por autodeclaração, sem necessidade de autorizações prévias.
Para o presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, a meta é dar mais agilidade ao empreendedor. “O empreendedor catarinense tem pressa. Estamos simplificando processos para reduzir a burocracia e ampliar as oportunidades de geração de emprego e renda”, afirmou.
Com resultados históricos e perspectivas positivas, Santa Catarina se consolida como um dos estados com ambiente mais favorável ao empreendedorismo no país.
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