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Salvaro critica Moisés: "é no palácio que ele se esconde"

Prefeito elogia os exemplos dos governadores do Paraná e Rio Grande do Sul, que partilharam com municípios decisões sobre transporte coletivo
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 07/05/2020 - 11:48Atualizado em 07/05/2020 - 11:54
Clésio Salvaro durante a reunião desta quinta com vereadores no Paço / Foto: Guilherme Nuernberg / 4oito
Clésio Salvaro durante a reunião desta quinta com vereadores no Paço / Foto: Guilherme Nuernberg / 4oito

São recorrentes as reclamações sobre dificuldades de diálogo com o Governo do Estado. Elas são pontuadas com frequência, por exemplo, nos atuais debates que podem culminar com o impeachment de Carlos Moisés (PSL) na Assembleia Legislativa (Alesc). Aqui pelo sul, um dos principais críticos do governador pela conduta nessa pandemia de Covid-19 tem sido o prefeito de Criciúma. Clésio Salvaro voltou a bater nele nesta quinta-feira, 7, durante reunião com vereadores para tratar sobre a nova tentativa de liberação do transporte coletivo na cidade. Salvaro tem a meta de recolocar os ônibus nas ruas na segunda-feira, 11, inspirado em um projeto aplicado em Curitiba há poucas semanas.

"Eu capitaneei reunião com os 15 prefeitos das principais cidades, mas não adianta, o governador não dialoga. Vamos fazer o que? Colocar uma arma na cintura e invadir o palácio? É dentro do palácio que ele se esconde, é de lá que ele toma as decisões", afirmou Salvaro, enquanto expunha o projeto que vai aos vereadores ainda hoje. 

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Salvaro lembrou que, nos estados vizinhos, governadores chamaram os prefeitos para as decisões sobre transporte coletivo. "Não avalio o mérito, apenas a competência, que é do Estado. No Rio Grande do Sul o Eduardo Leite chamou os prefeitos, no Paraná o Ratinho Júnior também. Aqui, não tivemos outra alternativa, vale o decreto do governador que resolveu chamar para si a responsabilidade sobre os 295 municípios", lamentou. "Não conseguimos dialogar com ele, mas não por falta de vontade nossa", emendou.

O prefeito está propondo um regime emergencial de transporte coletivo "para o enfrentamento econômico e social da emergência". "Muitas pessoas estão perdendo o emprego pois não conseguem chegar no trabalho. Voltou o comércio, voltaram indústrias, mas sem ônibus as pessoas estão se amontoando nos carros", reclamou. "Por isso, vamos fazer a nossa parte, buscar aprovar esse projeto na Câmara, ele não é inconstitucional, e daí queremos voltar na segunda, mas com as limitações de lotação e com todas as medidas necessárias de segurança sanitária", pontuou Salvaro.

Em recente reunião na Acic, Salvaro já havia disparado contra Moisés, ao afirmar que "o Estado não demonstrou um sinal de apoio". "Quem sabe o que acontece na cidade é o prefeito, quem vive nela, não é o governador que está encastelado no palácio cercado por quatro ou cinco pessoas para decidir os rumos de uma cidade, de um Estado", disse. O transporte coletivo está suspenso em Criciúma desde o dia 19 de março.

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