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Salvaro cobra verticalização de orientações no Brasil: "de Brasília ao estado e municípios"

Prefeitura deve auxiliar empresários na busca do crédito disponibilizado pelo governo federal
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 30/03/2020 - 08:46Atualizado em 30/03/2020 - 08:47
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), mantém a preocupação com a atividade econômica no município em tempos de coronavírus. Com o decreto do governo do Estado de manter a suspensão das atividades não essenciais pelo menos até o dia 8 de abril, uma das alternativas para os empresários da região são as linhas de crédito abertas pelo governo federal. Salvaro cobrou medidas de saúde pública do governo estadual, alfinetou o presidente Jair Bolsonaro e sinalizou que a prefeitura auxiliará na busca pelas linha de crédito por parte dos empresários. 

"No domingo a presidente do CDL, Andrea Salvalaggio, deu uma ideia extraordinária, de facilitar as linhas de crédito. Para pegar um empréstimo a gente sabe a burocracia e dificuldade que é. A ideia é colocar a prefeitura para ajudar a montar os processos na busca e facilitação por esses recursos. A partir de hoje começamos a operacionalizar isso, disse Salvaro.

O prefeito de Criciúma defende a ideia de que os decretos estaduais tenham prazo final no começo das semanas e não na metade. Assim, propõe a volta das atividades para o dia 6 de abril, uma segunda-feira. Em relação à saúde, Salvaro questionou as ações do governo do Estado. 

"Falamos ao governador que a gente cumpre o decreto, mas queremos saber o que está sendo feito para quando e epidemia chegar no pico maior, que é a partir do dia 10, o que está sendo feito efetivamente?", levantou o prefeito.

No domingo, uma nota do governo do estado relacionou a possível volta das atividades não essenciais com a efetivação de contratação de leitos de UTI e de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para uso dos médicos da linha de frente. De acordo com a nota divulgada, o Estado fez a compra dos leitos e dos EPIs, mas aguarda o retorno do governo federal. Por outro lado, Salvaro disse ser favorável ao isolamento vertical, mas alfinetou as decisões de Jair Bolsonaro. O presidente pediu a normalização das atividades no país e no domingo andou pelas ruas de Brasília, causando aglomeração de pessoas em sua volta.  

"Queremos que efetivamente as coisas aconteçam. Sabemos que esse vírus vai matar muita gente e muitas empresas. Temos que achar o equilíbrio para que isso não ocorra. O que nos falta, mais do que o isolamento vertical, é uma voz de um líder. Há hoje uma desobediência civil, a começar pelo presidente da república. Não é possível que entre a ciência e a política, a ciência esteja errada e o político com a certeza. Tem que verticalizar a orientação, de Brasília, estado e municípios", pediu o prefeito.

Tags: coronavírus