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Rota turística de R$ 77 milhões entre SC e RS pode ter liberação parcial após vistoria

Visita técnica do Governo de SC vai avaliar segurança para operação em sistema Siga e Pare

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 08/08/2026 - 06:50

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A liberação de uma faixa da Serra do Faxinal para a passagem de veículos leves ainda depende de uma avaliação técnica do Governo de Santa Catarina. A possibilidade é utilizar o trecho em horários alternativos, no sistema de “Siga e Pare”, enquanto as obras continuam no local.

Segundo o engenheiro responsável pela execução da obra pela Fraga Engenharia, Alexandre Martins, a solicitação já foi encaminhada ao Governo para avaliar as condições de segurança. A decisão depende da autorização da Superintendência de Infraestrutura. Na próxima semana, a Secretaria de Estado da Infraestrutura deve realizar uma visita ao canteiro para verificar as condições do trecho e avaliar a possibilidade de liberação.

“Foi encaminhado para o Governo para analisar se o local está seguro para fazer a travessia de veículos leves. Tudo depende dessa analise e de uma visita que vai acontecer semana que vem da Secretaria de Infraestrutura”, afirma.

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A obra tem investimento previsto de aproximadamente R$ 77 milhões e é considerada uma das maiores intervenções rodoviárias em andamento em Santa Catarina.

Pavimentação dos 15 quilômetros chega a 98%, enquanto o viaduto está 40% concluído I Foto: Alexandre Martins/Fraga Engenharia/4oito

Pavimentação chega a 98%

Dos 15 quilômetros da Serra do Faxinal, cerca de 98% já estão pavimentados. A principal frente de trabalho neste momento está concentrada na construção do viaduto, que terá 326 metros de extensão. A estrutura está aproximadamente 40% concluída e dos 11 pilares previstos, seis já foram executados.

'Cada pilar pesa cerca de sete toneladas e servirá de sustentação para a estrutura da pista. Além dos pilares, estão sendo instaladas 90 placas de pré-laje, com cerca de uma tonelada cada", explica o engenheiro.

Guindaste exige condições seguras

De acordo com Martins, o içamento das peças pré-moldadas é considerado uma das etapas mais complexas da obra, principalmente pela necessidade de utilização de um guindaste de grande porte.

As condições climáticas também interferem diretamente no andamento dessa etapa, pois em situações de alerta meteorológico, os trabalhos com o equipamento precisam ser interrompidos por questões de segurança.

“O guindaste fica quase no beiral e precisa ter uma base muito bem firme, trabalhamos com um plano de segurança e qualquer alerta meteorológico suspendemos as atividades”, explica Martins.

Obra tem previsão de entrega em outubro e pode gerar economia superior a R$ 5 milhões I Foto: Alexandre Martins/Fraga Engenharia/4oito 

Turismo entra na pauta

Além das questões relacionadas à obra, uma reunião entre as secretarias de Turismo de Praia Grande e Cambará do Sul está prevista para segunda-feira (10). O encontro deve discutir ações relacionadas ao turismo e aos impactos da obra na ligação entre os dois municípios, que integram a região dos cânions.

"Vamos nos reunir para explicar as etapas e informar da possibilidade de liberar uma pista", conta o engenheiro.

Obra deve gerar economia de R$ 5 milhões

As alterações no projeto também devem representar uma economia superior a R$ 5 milhões aos cofres públicos. Segundo Martins, as mudanças foram discutidas entre a empresa responsável pela execução, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e a equipe de fiscalização.

“O governador recebeu a informação de que, com os ajustes, as adequações e as melhorias de projeto, discutidas junto com a Secretaria de Infraestrutura e a Diretoria de Fiscalização, a obra passa a economizar cerca de R$ 5 milhões”, relata.

Segundo o engenheiro, o valor pode ser ainda maior até a conclusão dos trabalhos.

“Se depender do nosso cronograma e de tudo que está programado para ser executado, essa economia pode até ser superior. Hoje já estimamos uma economicidade acima de R$ 5 milhões”, afirma.

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