O Governo Federal estuda a federalização de trechos rodoviários estratégicos, como a SC-285, ligação entre Ermo e Turvo, no Extremo Sul de Santa Catarina, atualmente sob responsabilidade do Estado. A informação foi confirmada, nesta quarta-feira (28), pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, durante agenda na Serra da Rocinha (BR-285), em Timbé do Sul.
Segundo o ministro, a solicitação partiu de prefeitos da região, que avaliam que a União tem maior capacidade técnica e operacional para manter as rodovias. “Os prefeitos querem federalizar porque sabem que a operação do Governo Federal é melhor. Quando uma rodovia não é bem mantida, o cidadão sofre e é isso que está em discussão aqui”, afirmou Renan Filho, ao destacar que levará o pedido formalmente.
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Renan também ressaltou que Santa Catarina vive um momento de forte investimento em infraestrutura. De acordo com ele, cerca de R$ 1 bilhão por ano tem sido aplicado em rodovias federais no estado, valor quatro vezes superior à média anual registrada em gestões anteriores, que girava em torno de R$ 250 milhões. “É por isso que as obras voltaram, que a construção civil está aquecida e que estamos falando de entregas, não de paralisações”, disse.
Obras na Serra da Rocinha
As obras na Serra da Rocinha, no trecho no Rio Grande do Sul, chegaram a 35% de execução. Segundo o superintendente regional do DNIT no estado gaúcho, Hiratan Pinheiro da Silva, já foram finalizadas etapas como fundações, pilares, vãos pré-moldados e parte da pavimentação e do sistema de drenagem.
Agora, o próximo passo será o início do balanço sucessivo da ponte, estrutura com mais de 400 metros considerada o principal desafio técnico do projeto. "Essa etapa depende da liberação do orçamento de 2026 e de suplementações ao longo do ano. Ainda contamos com as condições climáticas típicas da região, como a “viração”, que podem, impactar o cronograma. Mas com recursos assegurados e clima favorável, o DNIT tem condições de entregar a obra ainda em 2026", explicou.
No trecho de Santa Catarina, as obras devem ser concluídas até março. Os trabalhos de reconstrução avançaram significativamente no trajeto atingido pelo deslizamento de 2024, que destruiu cerca de 210 metros da rodovia e exigiu investimentos superiores a R$ 62 milhões.
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