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Eleições 2020

PT quer resgatar o Orçamento Participativo em Criciúma

Partido busca construir uma Frente de Esquerda para as eleições de novembro com PDT, PCdoB, PCB e PSOL
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 05/08/2020 - 08:40Atualizado em 05/08/2020 - 08:47
Bárbara Teixeira e as lideranças do PT criciumense / Divulgação
Bárbara Teixeira e as lideranças do PT criciumense / Divulgação

Com as mudanças dos prazos das eleições, mudaram as regras. Com isso, os partidos ganharam um tempo a mais para definição de candidaturas e coligações. O pleito será em 15 de novembro, e as convenções serão autorizadas a ocorrer a partir do próximo dia 31, devendo se estender até 16 de setembro.

Nesse pleito, cada partido concorre sozinho na disputa à Câmara. Não haverá coligações para a eleição de vereadores. Nas majoritárias, a prefeito, é possível coligar. Nesse clima, os partidos estão se movendo, definindo seus roteiros para a sucessão municipal em Criciúma, e o Programa Adelor Lessa leva ao ar uma rodada de entrevistas com os presidentes das siglas que estão ponteando o processo na cidade.

PT já tem candidato

O Partido dos Trabalhadores foi um dos primeiros a definir sua candidatura à prefeitura, em um debate interno entre o médico José Carlos Juliano, que já foi candidato a vice-prefeito pelo partido, e o advogado Francisco Balthazar, que foi secretário municipal no governo petista no início dos anos 2000 em Criciúma. 

"O PT terminou 2019 com dois pré-candidatos, havíamos feito vários encontros e atividade, havia a possibilidade do Dr Juliano e do Chico Balthazar, os dois estavam no nosso radar, na nossa discussão interna", afirmou a presidente do PT criciumense, Bárbara Teixeira Righetto, na Rádio Som Maior, nesta quarta-feira, 5.

Chico Balthazar é o pré-candidato do PT à prefeitura

"Em fevereiro, com todo o debate, toda a discussão com o Juliano e o Chico, o partido precisa apresentar um nome para a sociedade, mesmo que a gente tivesse bastante tempo para isso. Em fevereiro fizemos uma plenária e decidimos internamente, no diretório, em reunião ampliada, pelo nome do Chico como pré-candidato", sublinhou.

"A partir daí vamos fazer todas as discussões, todos os debates, fazendo o planejamento, criando as nossas estratégias. Tendo essa questão do nosso pré-candidato a prefeito referendado no diretório, juntamente com isso a construção da nossa chapa de pré-candidatos a vereadores. Continuamos com essa construção", frisou a presidente.

Uma das novidades da eleição é a dificuldade para reunir e concentrar militantes. "É um diferencial, essa impossibilidade de fazer encontros presenciais, isso não significa que não estejamos nos movimentando e reunindo semanalmente e virtualmente", respondeu Bárbara.

A busca pelo vice

Na intenção de montar uma chapa, o PT busca parceiros. "Sim, o o PT continua nesse exercício de criar uma Frente de Esquerda, como em outras cidades de Santa Catarina. A decisão do nosso pré-candidato a prefeito, a chapa de vereadores e o vice-prefeito, a gente tem dialogado com os partidos de esquerda de Criciúma", contou a presidente.

Uma das primeiras conversas foi com o PDT. "Já fizemos conversa com o PDT, com Rodrigo Minotto, em junho. Procuramos o PSOL em dois momentos, conversamos e o nosso pré-candidato a prefeito conversou com o PCdoB, na pessoa do Douglas Mattos, e tivemos um encontro há uns 50 dias com o presidente do PCdoB e uma reunião virtual com o PCB", elencou Bárbara.

Sindicalista Bárbara Teixeira é a presidente do PT do Criciúma

A presidente revelou que, na convenção em 16 de setembro - último prazo do calendário - o PT definirá seu vice de preferência entre um dos partidos possíveis aliados. "Nós até a convenção, dia 16 de setembro, vamos trilhar essa possibilidade, nós do PT queremos ter um vice-prefeito do PCB, PCdoB, PSOL ou PDT, esse é o nosso debate interno", reiterou.

As prioridades

O plano de governo do PT para Criciúma está pronto. "Nosso plano de governo está pronto, será apresentado em uma plenária virtual no sábado, para o grupo que não participou e nossos filiados, será uma plenária grande", revelou a presidente. 

E a prioridade será a retomada do Orçamento Participativo, que o partido aplicou quando administrou Criciúma com o ex-prefeito Décio Góes, entre 2001 e 2004, e em outras administrações pelo país. 'Nós não abrimos mão, já é uma prática dos governos do PT. Nós também tivemos essa ação em Criciúma, a questão do Orçamento Participativo", destacou.

Entre os exemplos, está a gestão da educação. "Estrutura nas escolas por exemplo, a gente quer ouvir isso dos pais, da comunidade, a gente faz um grande centro ou coloca isso em cada escola, a comunidade é que vai nos responder", argumentou. 

Para a presidente, é importante qualificar o debate e o diálogo na cidade. "Falta de diálogo entre Executivo e sociedade acaba atrapalhando muitas questões, temos exemplos na iluminação pública, temos problemas, Parque Centenário, tira grade, põe grama, uma série de questões que precisamos dialogar com a sociedade, nas escolas tinha a merendeira, aquela que fazia a refeição das crianças", concluiu.