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Prefeito afastado: por enquanto, silêncio em Lauro Müller

Valdir Fontanella ainda não se manifestou publicamente sobre o afastamento do cargo por 180 dias na Operação Seguindo Rastro
Denis Luciano / Heitor Araújo Lauro Müller, SC, 02/12/2019 - 11:36Atualizado em 02/12/2019 - 11:41
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Caiu como uma bomba em Lauro Müller na manhã desta segunda-feira, 2, um dos desdobramentos da Operação Seguindo Rastro - ganhou esta denominação por conta do vínculo natural entre o município e a Serra do Rio do Rastro - desenvolvida pelo Ministério Público (MP-SC) com o Gaeco. O prefeito Valdir Fontanella (PP) foi afastado do cargo por 180 dias e o vice Pedro Barp (PSB) intimado a assumir interinamente o cargo.

"Chegou alguma coisa, estamos verificando com o jurídico e em breve nos manifestaremos", afirmou a secretária de Administração, Ana Rúbia. Os servidores demonstram desconhecimento do caso e até perplexidade na prefeitura. "Está tudo muito confuso, ainda não vamos nos manifestar", limitou-se a dizer o vice-prefeito, em breve contato com jornalistas.

Confira também - Por investigação do Gaeco, prefeito é afastado em Lauro Müller

O prefeito está incomunicável. Não atende às ligações que vem recebendo ao longo de toda a manhã e não se sabe o seu paradeiro atual. A chefe de gabinete, Cíntia Justi, e a assessoria de imprensa de Fontanella também não atendem os telefones.

O vereador Luciano Leodato (PSB), presidente da Câmara, foi notificado antes das 8h sobre as investigações e o afastamento do prefeito.

A Operação Seguindo Rastro estende-se também a Orleans, Criciúma e São José. Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão. São apontados crimes de corrupção ativa e passiva e prática de peculato na contratação de serviços de máquinas para obras, no caso de Lauro Müller, nos últimos três anos.