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Paulo Baier defende a continuidade dos campeonatos estaduais

Hoje ele é treinador do Toledo e acredita que os estaduais são fundamentais para os clubes pequenos
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 04/03/2018 - 15:57
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Nos últimos anos muito se tem discutido sobre o fim dos campeonatos estaduais. Esse tipo de competição não tem o mesmo glamour de outros tempos e nem importância, principalmente para as equipes com relevância no cenário nacional. No Som Maior Esportes, o ex-jogador Paulo Baier defendeu a continuidade de campeonatos do tipo.

“Eu acho que os estaduais têm que manter, até porque a única renda que os times pequenos tem é quando jogam contra times grandes, senão ele não sobrevive. Se ele for jogar só com time pequeno, em dois anos ele cai. Olha aí quantos times fecharam, que eram grandes”, analisou.

Paulo Baier venceu três campeonatos estaduais ao longo da carreira: Catarinense em 1998 pelo Criciúma; Mineiro, em 2001, pelo América – MG; e Pernambucano, em 2009 pelo Sport. Aposentado há dois anos, ele agora é técnico do Toledo, equipe que disputa a primeira divisão do Campeonato Paranaense.

“É bem equilibrado aqui, tanto que o Rio Branco tirou o Atlético Paranaense e fez a primeira final. Tanto que o Paraná, um clube de primeira divisão nem chegou na semifinal”, contou. Baier calcula que com duas vitórias nas cinco rodadas finais a equipe se livre do rebaixamento e cumpra seu objetivo.

O ex-jogador acredita que os estaduais não sobrevivam sem as grandes equipes. Paulo Baier comparou o valor recebido pelas equipes no Rio Grande do Sul. Para ele, não é justo que uma equipe semelhante ao São Luiz, time que lhe revelou, receba doze vezes menos do que Grêmio e Internacional.

“Depende muito das federações, que precisam dar condições melhores para os times pequenos. A federação tem que aumentar o valor, é muito injusto. Pegar Atlético e Coritiba, Inter e Grêmio, em Santa Catarina tem cinco times que já passaram pela Série A e tem uma condição melhor, o restante do estadual é muito injusto. O Inter e o Grêmio levam R$ 10 milhões e o São Luiz de Ijuí leva R$ 300 ou R$ 400 mil”, comparou.