A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na tarde desta quarta-feira (6), a prisão preventiva de um homem investigado pelo crime de tortura-castigo contra o próprio filho, de 5 anos, em Morro da Fumaça. O caso chegou ao conhecimento da Delegacia de Polícia de Morro da Fumaça após um boletim de ocorrência ser redistribuído pela Delegacia de Sangão. Conforme a investigação, as agressões ocorreram na residência do pai, o que definiu a competência territorial da unidade para conduzir o inquérito.
Diante da gravidade dos fatos e da vulnerabilidade da vítima, a Polícia Civil adotou medidas investigativas com prioridade, representando pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça e cumprida no mesmo dia.
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Agressões ocorreram durante período de férias
Segundo a Polícia, o menino passou cerca de 13 dias de férias escolares com o pai. No dia 1º de agosto, a mãe entrou em contato por mensagens para saber como estava o filho e, conforme a Polícia Civil, o homem respondeu que havia dado uma “surra” na criança, alegando que ela teria subido no muro de um vizinho.
No dia seguinte, ao devolver o menino à mãe, o investigado teria admitido pessoalmente que utilizou um “relho de cavalo” para castigá-lo. Ao examinar o filho, a mãe constatou diversas marcas de agressão pelo corpo e procurou as autoridades.
Laudo aponta diversas lesões
O laudo pericial anexado ao inquérito apontou escoriações no pescoço e extensas áreas de hematomas nas nádegas e coxas da criança. Segundo a perícia, as lesões foram provocadas por instrumento contundente, compatível com golpes de cinta ou relho.
Ainda conforme a investigação, também foram identificados indícios de um histórico de violência e maus-tratos praticados pelo investigado contra o filho desde a primeira infância.
Prisão busca proteger a vítima
A Polícia Civil informou que a prisão preventiva foi solicitada para garantir a ordem pública, evitar a repetição das agressões e assegurar a proteção da criança e de seus familiares, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Henry Borel.
Em nota, a instituição reforçou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e destacou que continuará atuando com rigor na investigação de casos de violência intrafamiliar.
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