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Operação Overclean: Polícia Federal mira deputado federal em nova fase

Investigados podem responder pelo crime de organização criminosa

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 13/01/2026 - 12:25 Atualizado há 4 minutos
Operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean, na Bahia e no Distrito Federal. A ação cumpre mandados de busca e apreensão, incluindo no apartamento funcional do deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA).

Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, a operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

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Ao todo, a PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias dos investigados. "Com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas”, detalhou o comunicado emitido pela PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Operação Overclean

PF cumpre nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal - Foto: PF/Arquivo

A primeira fase da Operação Overclean foi desencadeada no dia 10 de dezembro de 2024 e investigou o direcionamento de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a prefeituras baianas.

Na época, a PF informou que o esquema contava com o apoio de policiais, que repassavam informações sensíveis à organização criminosa, como a identificação de agentes federais envolvidos em diligências sigilosas.

Ainda durante suas primeiras frentes de investigações, em dezembro de 2024, a Overclean contou com a ajuda da Agência Americana de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations) para apurar o desvio de recursos públicos de emendas parlamentares e convênios.

Havia suspeitas de superfaturamento em obras e desvio de recursos para “empresas e indivíduos ligados a administrações municipais”, que teriam movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.

Na época, a PF informou que o “esquema ilícito teria atingido diretamente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), principalmente na Coordenadoria Estadual da Bahia, além de outros órgãos públicos”.

Por determinação judicial, oito servidores públicos foram afastados de suas funções.

Fases recentes

Operação tem apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal - Foto: PF/Divulgação

Em junho de 2025, durante a quarta fase da operação, foi determinado o afastamento de dois prefeitos da Bahia, suspeitos de desvio de emendas parlamentares: Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, do município de Ibipitanga; e Alan Machado, de Boquira.

Em julho de 2025, na quinta fase da Overclean, o núcleo investigado teria manipulado procedimentos de licitações e desviado recursos públicos de emendas parlamentares destinadas ao município baiano de Campo Formoso.

Segundo os investigadores, houve também a tentativa de obstruir as investigações. O Supremo Tribunal Federal, na época, determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões de contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A sétima fase da Overclean foi deflagrada no dia 16 de outubro. Nela, foi expedida uma medida cautelar que acabou por afastar do cargo um agente público suspeito de participar do esquema.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades baianas de Riacho de Santana, Wenceslau Guimarães; e Arraial do Cabo (RJ).

E na oitava fase da operação, no fim de outubro, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi (TO) por determinação do STF.

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