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Moisés e a "relação republicana" com Jessé

Governador reafirmou intenção de ter candidato do PSL à prefeitura de Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano Nova Veneza, SC, 15/09/2019 - 08:02
Moisés conversando com o prefeito Rogério Frigo ontem, em Nova Veneza / Foto: Denis Luciano / 4oito
Moisés conversando com o prefeito Rogério Frigo ontem, em Nova Veneza / Foto: Denis Luciano / 4oito

"A relação com o deputado Jessé, como está governador?" Questionado a respeito neste sábado, 14, durante os atos de inauguração da NVA 353, em Rio Cedro Alto, interior de Nova Veneza, o governador Carlos Moisés (PSL) foi objetivo. "A relação? Republicana, como deve ser com todos os deputados estaduais".

A pergunta, da reportagem da Rádio Som Maior, despertou um breve sorriso no governador. Naturalmente, ele entendeu a intenção: resgatar o mais recente embate político que vem, para muitos, desnorteando o PSL catarinense. Ocorre que posturas dos deputados Jessé Lopes e Ana Caroline Campagnolo, ambos do partido do governador, cativaram uma queixa que se transformou em denúncia por suposta desobediência ao comando nacional da sigla. Moisés nega, mas há quem garanta, o próprio Jessé que o diga, que foi do próprio governador a reclamação que poderia resultar em desdobramentos mais sérios contra os parlamentares.

O assunto perdeu fôlego. Parece que a turma do "deixa disso" conseguiu aparar as arestas. Mas a reação do governador, e a breve resposta, permitiu constatar que não se trata de página virada ainda o tema. Moises tem desconforto com as posições dos deputados citados, e isso é assunto no círculo mais íntimo da Casa d´Agronômica e do primeiro escalão. É visível que a relação de Moisés com Jessé e Ana Caroline não é a mesma que com Rodrigo Minotto (PDT) e Luiz Fernando Vampiro (MDB), que nem do PSL são mas, dos da região, são os que andam mais próximos do governador. E merecendo elogios públicos constantes.

PSL com candidato

Sobre eleições de 2020, Moisés foi indagado a respeito de Criciúma, da intenção do PSL para a eleição no município. "Queremos ter candidato próprio na maioria das cidades, Criciúma é uma cidade que queremos ter candidato próprio", afirmou, categórico. "É cedo para falar em eleição municipal, temos alguns nomes, estamos conversando com algumas pessoas, a hora que estiver maduro a gente anuncia", completou.

Informação da semana que passou dava conta de que o deputado federal Daniel Freitas (PSL), outro fiel escudeiro de Moisés e que foi um dos agentes a apagar o fogo envolvendo seu aliado Jessé Lopes, indicou o nome do vereador Júlio Kaminski, ainda no PSDB mas de malas prontas para o PSL assim que a janela de março permitir. Consta, inclusive, que Daniel teria levado ou estaria por levar Kaminski para uma conversa com Moisés. O governador afirmou que essa reunião ainda não ocoreu. "Não cheguei a conversar ainda, tem vários nomes sugeridos, aproximações feitas, não falei com o vereador", completou.

Kaminski é candidatíssimo a prefeito de Criciúma. Reitera essa intenção onde anda. E já tem, faz tempo, alforria para deixar o PSDB sem riscos de perda de mandato. Mesmo assim, opta por aguardar. O PSL, claro, é a prioridade. A afinidade com Daniel Freitas, para quem fez campanha em 2018, ajuda. Mas Kaminski tem trabalhado na estruturação de mais partidos na cidade. O DEM é um deles. O vereador exerce papel importante para inflar o partido. E vem trabalhando com o desenvolvimento de mais alguma sigla. Lugar para se abrigar visando concorrer ao Paço não faltará. Porém, ele quer o PSL. Os próximos dias dirão se o PSL o abarcará. Bem provável que sim.