Depois de mais de dois meses sem receber os honorários referentes aos meses de abril e maio, médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina definiram os próximos passos para cobrar os valores em atraso. Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul), na quarta-feira (8), a categoria aprovou três medidas para pressionar por uma solução.
Segundo a presidente do Simersul, Cristiane Lopes Coral, a reunião reuniu profissionais que enfrentam a mesma situação e buscou definir ações conjuntas antes da adoção de medidas judiciais. "Nós queremos resolver essa situação de forma administrativa, com diálogo e transparência", afirmou.
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Os honorários são referentes ao período em que o hospital era administrado pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas). Conforme a presidente, alguns médicos relataram já ter enfrentado atrasos semelhantes em outras mudanças de gestão da unidade.
Médicos aprovam três medidas para cobrar honorários
Entre as decisões aprovadas na assembleia estão:
- Solicitação de uma audiência pública na Câmara de Vereadores;
- Organização de uma possível paralisação assistencial;
- Abertura de uma sindicância para apurar a aplicação dos recursos destinados ao hospital.
Caso a paralisação seja confirmada, ela ocorrerá dentro dos limites éticos estabelecidos pelos conselhos de medicina.
Segundo Cristiane, a proposta prevê a manutenção de pelo menos 30% dos atendimentos, garantindo o funcionamento dos serviços essenciais. Os atendimentos de urgência e emergência, especialmente nas áreas pediátrica e obstétrica, continuarão sendo realizados normalmente, sem prejuízo à população.
A sindicância terá como objetivo reunir documentos, contratos e informações financeiras para identificar se os recursos destinados pelo Governo do Estado são suficientes para manter o funcionamento da unidade e verificar onde estariam os problemas que resultaram nos atrasos.
Categoria tenta evitar ação judicial
Apesar da mobilização, o sindicato informou que a prioridade ainda é buscar uma solução por meio do diálogo. Segundo Cristiane, já existe uma petição preparada, mas uma eventual ação judicial dependerá da evolução das negociações.
"Esse não é um movimento contra o hospital ou contra o governo. É uma defesa dos médicos, que continuam trabalhando mesmo após meses sem receber pelos serviços prestados", destacou.
Os profissionais seguem atendendo normalmente enquanto aguardam uma definição sobre o pagamento dos honorários atrasados e cobram uma solução definitiva para evitar que a situação se repita em futuras trocas de gestão.
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