A alta de impostos sobre clubes associativos pode empurrar os times para o modelo SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Em entrevista à Rádio Som Maior nesta segunda-feira (2), o superintendente administrativo do Criciúma, Paulo César Bitencourt, afirmou que a mudança pode deixar de ser escolha e virar questão de sustentabilidade.
Bitencourt afirma que a transformação em SAF pode deixar de ser apenas uma escolha estratégica e passar a ser uma necessidade financeira. “A partir do próximo ano, a carga tributária para clubes associativos deve ser maior do que para clubes empresariais. Isso pode tornar a SAF uma estratégia tributária e uma questão de autossustentação”, alerta.
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Decisão é do Conselho Deliberativo
O Criciúma é dividido entre Executivo e Conselho Deliberativo, responsável por decisões de maior impacto, como uma eventual mudança para SAF. Segundo o superintendente, o tema já é discutido internamente, mas o clube ainda aguarda possíveis mudanças na legislação. Apesar do interesse, não há nada formalizado até o momento.
“A discussão está muito mais no Conselho Deliberativo do que no Executivo. Ela envolve uma possível alteração no estatuto, que permita a entrada de investidores e a gestão do clube”, explica.
O que é uma SAF?
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um tipo específico de empresa criado pelo Congresso Nacional do Brasil em 6 de agosto de 2021, por meio da Lei 14.193/2021.
A legislação regulamenta clubes que saem do modelo de associação civil sem fins lucrativos para uma estrutura empresarial, com regras mais rígidas de governança, controle e organização financeira voltadas ao futebol.
Qual a principal mudança?
Historicamente, a maioria dos clubes brasileiros se estruturou como associação civil, sem fins lucrativos, formada por sócios que elegem presidente e conselhos, como é o caso do Criciúma atualmente.
Nesse modelo, o clube não pode ser vendido a investidores.
Com a SAF, passa a existir a possibilidade de venda parcial ou total do futebol para novos proprietários, como empresários ou fundos de investimento. Também há a possibilidade de abertura de capital na bolsa de valores, algo ainda não realizado no Brasil, mas comum em outros países.
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