O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) realizou a operação “Prontuário Frio” para investigar suspeitas de fraudes no sistema de internações do Hospital de Imaruí, na manhã desta quarta-feira (27). A investigação apura os crimes de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações hospitalar, gerando dados de faturamento indevido em prejuízo à administração pública.
Segundo o Gaeco, há indícios de que pacientes teriam permanecido registrados como internados nos sistemas oficiais de saúde mesmo após receberem alta médica ou ficarem apenas em observação. A suspeita é de que os registros fossem mantidos para aumentar os valores cobrados pelas internações.
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Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Além disso, os agentes apreenderam documentos, computadores, celulares, mídias e outros materiais que podem ajudar no andamento das investigações.
Hospital de Imaruí declara que está colaborando com as autoridades
Em nota, o Hospital de Imaruí informou que está colaborando com as autoridades e disponibilizando todos os acessos necessários para a apuração dos fatos. "A instituição informa que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, disponibilizando todos os documentos, informações e acessos necessários para o pleno esclarecimento dos fatos apurados", descreve
A instituição também afirmou que a operação não interfere no funcionamento da unidade e que os atendimentos seguem normalmente. “O Hospital de Imaruí reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade, a transparência administrativa e com a prestação de serviços essenciais de saúde à população”, destacou a unidade.
7 mandados de busca e apreenção cumpridos
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Tubarão. As ações ocorreram no hospital, além de empresas e residências localizadas em Florianópolis, Imbituba, São José e na própria cidade de Imaruí.
O material apreendido será analisado pelo GAECO, que busca identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a investigação sobre uma eventual rede de fraudes.
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