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Filho de catarinense que fez história no futebol europeu assina com o mesmo clube do pai

Aos 18 anos, Gustavo Heinzen Manduca fecha com o Apoel, do Chipre, onde o pai virou ídolo

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 06/08/2026 - 07:12 Atualizado há quase um minuto
Aos 18 anos, Gustavo Manduca foi contratado pelo Apoel | Foto: Reprodução/Instagram
Aos 18 anos, Gustavo Manduca foi contratado pelo Apoel | Foto: Reprodução/Instagram

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Aos 18 anos, o atacante Gustavo Heinzen Manduca, filho do ex-jogador catarinense Gustavo Manduca, assinou contrato profissional com Apoel Nicosia, do Chipre. A equipe cipriota é a mesma em que seu pai fez história no início dos anos 2010.

A trajetória do filho de Manduca no futebol começou ainda no Brasil, na Torino FC Academy Brasil, em Florianópolis. Em Santa Catarina, Gustavo se destacou antes dos 10 anos de idade, e em 2019 migrou para a Itália junto do pai, para integrar as categorias de base da equipe de Turim.

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Nascido em 2008, Manduca "Júnior" também teve passagem pela base do Spezia, da Itália, até assinar com o Chisola, do Chipre, onde estreou como profissional.

Gustavo Heinzen Manduca foi para a Itália com 10 anos | Foto: Arquivo/4oito

"Manduca pai" fez carreira na Europa

Natural de Urussanga, no Sul de Santa Catarina, Gustavo Manduca nasceu em 1980 e foi formado nas categorias de base do Grêmio, até ir para o futebol finlandês ainda aos 17 anos, onde jogou no Atlantis e no HJK Helsinki e estreou no futebol profissional.

Em 1998, foi para o futebol português para jogar em divisões inferiores. Em 2003, atuou na primeira divisão pelo Paços de Ferreira e depois rumou ao Marítimo, até chegar no Benfica para a temporada 2005/06, onde disputou 19 partidas e contribuiu com um gol e duas assistências (segundo informações do Ogol). No gigante de Portugal, jogou ao lado de grandes nomes brasileiros, como David Luiz e Diego Souza.

Na temporada seguinte, foi emprestado ao AEK Atenas, da Grécia, e em seguida foi comprado em definitivo. Na Grécia, ficou por quatro temporadas e somou mais de 120 jogos e dividiu os gramados com Rivaldo, camisa 10 do penta e Bola de Ouro de 1999.

O auge no Apoel

Manduca marcou contra o Real Madrid no Bernabéu | Foto: Reprodução/Instagram/@gmanduca21

Mas foi no futebol do Chipre, no próprio Apoel, que Manduca viveu o momento de maior destaque da carreira. Contratado em 2010, já com 30 anos, ficou no clube cipriota até o fim da carreira, na temporada 2014/15. 

O ápice da carreira de Manduca aconteceu na temporada 2011/12, quando o Apoel chocou o futebol europeu chegando até as quartas de final da Champions League. A campanha começou ainda nas rodadas de qualificação, e foram três fases antes mesmo da fase de grupos.

O time do Chipre passou pelo Skënderbeu Korçë (Albânia), Slovan Bratislava (Eslováquia) e pelo Wisla Cracóvia (Polônia). Na fase de grupos, terminou em 1° no Grupo G, com Zenit (Rússia), Porto (Portugal) e Shakhtar Donetsk (Ucrânia). Depois, enfrentou o Lyon (França) nas oitavas, e surpreendeu mais uma vez, passando nos pênaltis.

Nas quartas, enfrentou o Real Madrid, maior campeão europeu e um dos maiores clubes do mundo, onde acabou eliminado por 8 a 2 no agregado. Manduca marcou um dos gols na derrota por 5 a 2 no Santiago Bernabéu.

Manduca se despediu do futebol em 2015, com quatro títulos cipriotas no currículo, hoje atua como empresário de atletas e espera que seu filho repita sua trajetória de sucesso no futebol.

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