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Eleições 2020

Está dada a largada rumo às eleições

Calendário permite convenções a partir desta segunda-feira. Em Criciúma, os partidos estão em compasso de espera
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 31/08/2020 - 16:35Atualizado em 31/08/2020 - 19:29
Arquivo / 4oito
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Está aberto oficialmente o calendário para convenções partidárias visando o lançamento de candidaturas para as eleições de 15 de novembro. Os partidos têm desta segunda-feira, 31, até 16 de setembro para realizar os encontros e formalizar seus palanques para a disputa municipal.

Em Criciúma, o clima ainda é de indefinição pela maioria das siglas, tanto que agora, faltando pouco mais de dois meses para o pleito - exatos 76 dias -, ainda não é possível precisar, por exemplo, quantos candidatos disputarão a prefeitura.

Salvaro busca aliados

O palanque mais encaminhado é o do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Candidato à reeleição, ele manterá a parceria com o PSD e o vice Ricardo Fabris, repetindo a chapa vencedora em 2016. A convenção municipal já está marcada. "Será no dia 12 de setembro, a partir das 8h", afirmou o presidente dos tucanos de Criciúma, Vágner Espíndola. "Temos os 26 pré-candidatos à Câmara, a composição com Ricardo Fabris de vice e sete partidos confirmados na coligação", adiantou. Já estão com a candidatura de Salvaro, além do PSDB e PSD, o PP, Republicanos, Patriota, Solidariedade e Avante, e o PSB pode ingressar na majoritária também.

Dos aliados encaminhados com Salvaro e o PSDB, o que mais chama a atenção é o PP. Foi parceiro em 2008, na eleição com o vice Márcio Búrigo, em 2012, na reeleição da chapa, e inverteu posições em 2013, com Márcio na cabeça e os tucanos com Verceli Coral de vice. A partir daí, houve o rompimento, que levou progressistas e o PSDB para campos opostos em 2016. Agora, o PP caminha para o mesmo palanque, sem participar da majoritária.

"O nosso foco ainda é em cima do fechamento da nominata para a Câmara. Temos perspectiva real de fazer de dois a três vereadores", comentou o presidente municipal do PP, o ex-deputado Valmir Comin. "O encaminhamento para a majoritária é de apoio ao Clésio Salvaro. Nossa intenção era lançar o ex-deputado Jorge Boeira a prefeito mas ele não quis, preferiu tocar seus negócios. Nós respeitamos", salientou. A convenção do PP será realizada entre os dias 11 e 12, a confirmar.

No MDB, Dr. Anibal confirmado

O MDB está com a majoritária completa. O médico Anibal Dario concorre a prefeito, com a professora Lisiane Tuon, do DEM, de vice. O pré-candidato está formalizando um pedido: ser chamado de Dr. Anibal na campanha. Assim ele irá para a urna eletrônica também. "É assim que ele é conhecido nos bairros, como médico com atuação há muitos anos", apontou o secretário-geral do MDB de Criciúma, o ex-vice-prefeito Gelson Fernandes.

A convenção do MDB ainda não está marcada. "Vamos ajustar uns detalhes e definir essa semana", afirmou Gelson. O partido está em busca de aliados. "MDB e DEM estão certos entre si. Temos conversações com o Podemos e o PDT, gostaríamos de te-los conosco", frisou Gelson. Enquanto isso, tudo preparado também para a eleição ao Legislativo. "Temos em torno de 24 pré-candidatos, com boas expectativas", apontou.

No PDT, Minotto vai

Ainda reticente nas declarações públicas, o deputado estadual Rodrigo Minotto tem a decisão encaminhada: será candidato a prefeito pelo PDT. "Fizemos uma pesquisa qualitativa para entender um pouco do eleitorado de Criciúma, o perfil que querem, e me surpreendi positivamente pelo que foi avaliado. Isso me deu um estímulo", reconheceu. "Tirando o prefeito Salvaro, se ele não fosse candidato, teríamos grande chance", constatou.

Tanto Minotto confia na sua candidatura que já tem um perfil encaminhado. "Será uma campanha propositiva", resumiu. Mas o deputado gostaria de ampliar o palanque, tanto que buscou conversas com MDB e DEM. "Eu gostaria de ter essa parceria, mas não evoluiu", observou. Minotto busca, ainda, uma parceria com o PSL, que tem colocada a pré-candidatura do suplente de vereador Allison Pires para prefeito. "Essa decisão será tomada, pelo que sabemos, pela direção estadual do PSL essa semana", ponderou, confiando ainda na possibilidade de ver sua lealdade ao governador Carlos Moisés na Alesc retribuída com um possível apoio do seu partido em Criciúma. A vaga de vice estaria reservada a essa possível aliança.

Minotto costura, ainda, uma ampla aliança, que pode ter perto de dez partidos ao seu lado. "Acredito que teremos até seis candidatos, mas nós temos chance de construir uma aliança grande", reiterou. O PDT está otimista, também, para a disputa à Câmara. "Temos 25 pré-candidatos e, havendo uma majoritária, isso ajuda, puxa votos, e pensamos em eleger até três vereadores", projetou. Na última eleição o PDT não fez cadeiras na Câmara. A convenção dos pedetistas deve ocorrer no fim do prazo, entre os dias 14 e 16 de setembro.

PSL com Allison

Embora as investidas do PDT e de Rodrigo Minotto, esperando o apoio, o PSL mantém a disposição de candidatura própria em Criciúma. "E temos conversas para possíveis coligações. Hoje no nosso radar está a consolidação da candidatura do Allison Pires, um candidato extremamente preparado", enalteceu o advogado Jeferson Monteiro, presidente municipal do partido. "Reservamos o espaço de vice para um possível parceiro, temos tratativas com alguns partidos, mas estamos mantendo a sete chaves", despistou. "Mas estamos sempre abertos ao diálogo, sempre pensando no melhor para Criciúma", emendou. A convenção do PSL está marcada para 12 de setembro.

Nesta segunda-feira o PSL promove uma reunião com seus 26 pré-candidatos à Câmara. "Temos uma nominata completa e a confiança de que o PSL vai fazer bancada na Câmara", afirmou. Hoje, o partido tem os vereadores Edson Paiol e Júlio Kaminski, que elegeram-se por PP e PSDB, respectivamente. Sobre a candidatura de Kaminski à reeleição para a Câmara, Monteiro foi taxativo. "O PSL não vai fechar a porta para nenhum filiado seu, principalmente vereador", relatou. Kaminski teve alguns desentendimentos que o levaram a retirar a pré-candidatura a prefeito, abrindo espaço para Allison Pires concorrer.

Um dos partidos na mira do PSL para parceria é o Podemos, que já lançou a pré-candidatura do coronel Cosme Manique Barreto para prefeito, com o ex-vereador Pedro César Faraco vice, em uma composição pura. Mas o Podemos ainda não marcou sua convenção e poderá encaminhar outras tratativas.

Júlia Zanatta e o PL

A data da convenção do PL ainda não está definida. O encontro dos liberais confirmará a indicação da advogada e jornalista Júlia Zanatta como candidata a prefeita. Há uma tendência, também, de o PL concorrer em chapa pura, saindo do próprio partido a indicação do candidato a vice.

A pré-candidata manteve conversações com a direção estadual do partido no fim de semana, reforçando o aval da cúpula do PL à sua candidatura, que terá também o respaldo da família Bolsonaro, diante das declarações públicas que o deputado Eduardo Bolsonaro já conferiu a ela, inclusive em recente visita a Criciúma.

PT e a esquerda

O PT já marcou a sua convenção municipal para o dia 13 de setembro, às 10h. O partido já indicou o advogado Chico Balthazar como candidato a prefeito, e tem internamente o nome do psicólogo Julio Bittencourt para vice. Porém, o partido articula uma frente de esquerda. "Estamos abertos para construir essa frente, temos conversado com o PCdoB, o PSOL e o PCB. Falamos também com o PDT, mas foi em junho e não tivemos mais retorno deles", pontuou a presidente municipal dos petistas, Bárbara Teixeira.

O PSOL não vai participar das eleições deste ano em Criciúma, pois está sem diretório municipal constituído. O partido apoiará informalmente a frente de esquerda. "Tendo um candidato do PT ou do PCdoB, em nosso alinhamento ideológico, o PSOL vai apoiar pedindo votos", garantiu o militante Nilton Lourenço Júnior.

PSTU com candidato

A frente de esquerda não terá o PSTU, que já definiu por candidatura própria para prefeito. O professor Ederson da Silva será confirmado candidato na convenção do dia 16. O vice também será do partido, que lançará ainda um candidato a vereador.

Outros

O PTB, que vinha desativado em Criciúma, ganhou fôlego recentemente sob a presidência do ex-deputado Vânio de Oliveira. O partido se estrutura para lançar candidatos à Câmara e vai entrar em alguma coligação majoritária. Dificilmente o apoio petebista será ao prefeito Clésio Salvaro. O partido está mais próximo, hoje, da pré-candidatura do deputado Rodrigo Minotto, do PDT.

Embora em conversações com o PT, o PCdoB tem colocada a pré-candidatura do advogado e ex-vereador Douglas Mattos para prefeito. Ele compôs majoritária em sua última participação eleitoral, em 2013, concorrendo a vice da chapa encabeçada por Ronaldo Benedet (MDB).

O NOVO não terá candidatos em Criciúma. As lideranças locais não conseguiram reunir, no prazo determinado pela cúpula do partido, os pré-requisitos em número de filiados para legimitar uma candidatura local. 

O Avante, antigo PTdoB, que apoiará a reeleição de Clésio Salvaro, lançará 18 candidatos a vereador, com a meta de eleger um.

Os pré-candidatos a prefeito de Criciúma

Clésio Salvaro (PSDB)
Com Ricardo Fabris (PSD) vice e apoio de PP, Republicanos, Patriota, Solidariedade e Avante. PSB pode participar

Dr. Anibal (MDB)
Com Lisiane Tuon (DEM) vice. Tenta apoios de Podemos e PDT

Júlia Zanatta (PL)
Com possível vice do PL em chapa pura

Allison Pires (PSL)
Com chapa pura ou tenta apoio do Podemos

Rodrigo Minotto (PDT)
Busca apoio do PSL e outros partidos

Chico Balthazar (PT)
Com Julio Bittencourt (PT) vice ou então um indicado por aliado da frente de esquerda (PCdoB, PSOL e outros)

Coronel Cosme (Podemos)
Com Pedro César Faraco (Podemos) vice, em chapa pura, ou outra composição

Ederson da Silva (PSTU)
Com chapa pura

(Colaboração: Marciano Bortolin)