O quarto bloco do primeiro debate entre candidatos ao Senado, promovido pela Rádio Som Maior, colocou os cinco concorrentes diante de perguntas de jornalistas e comentaristas da emissora e do Portal 4oito.
A rodada abordou temas como independência do Senado, relações de trabalho, escala 6x1, juros, indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o comportamento do eleitor catarinense na disputa por duas vagas.
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As perguntas seguiram a ordem definida previamente para o debate, com dois minutos para cada resposta. Participaram da rodada Afrânio Boppré (PSOL), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD), Décio Lima (PT) e Antídio Lunelli (MDB).
Independência do Senado é defendida por Afrânio
Afrânio Boppré foi o primeiro a responder, em pergunta feita pelo jornalista Pierre Vanderlinde. O candidato foi questionado sobre os critérios que adotaria para escolher o presidente do Senado e se votaria em um nome apoiado pelo próprio partido ou pelo presidente da República caso considerasse que não haveria independência.
Afrânio defendeu que o próximo presidente do Senado tenha compromisso com a democracia e com os trabalhadores. Também afirmou que o parlamentar não pode manter vínculos que comprometam sua atuação.
“Eu quero votar em alguém que tenha compromisso com a democracia. Não vou votar em golpista”, afirmou Afrânio.
O candidato citou os atos de 8 de janeiro e defendeu a soberania nacional. Também afirmou que pretende atuar para aproximar Santa Catarina do governo federal.
Entre os pontos destacados por Afrânio estão:
- Defesa da independência do Senado e da Câmara
- Compromisso com a democracia
- Defesa dos trabalhadores
- Aproximação entre Santa Catarina e Brasília
- Soberania nacional
Amin relaciona escala de trabalho à produtividade
Esperidião Amin respondeu à pergunta do jornalista Arthur Lessa sobre as mudanças nas relações de trabalho, incluindo a discussão sobre as escalas 6x1, 5x2 e 4x3.
O candidato afirmou que a discussão precisa considerar a produtividade e a capacidade da indústria brasileira de competir internacionalmente. Amin citou a quantidade de robôs utilizados pela indústria em diferentes países.
“A 6x1 vai acabar, mas tem que acabar sem destruir a economia e os empregos”, destacou Amin.
O senador também mencionou o projeto de lei 245, relacionado à situação dos trabalhadores de minas subterrâneas. Segundo ele, a proposta foi aprovada no Senado e avançou na Câmara.
Amin defendeu uma transição que permita modernizar as relações de trabalho sem comprometer a geração de empregos.
Jeferson promete dialogar com quem pensa diferente
Jeferson Rocha respondeu ao questionamento do jornalista Arthur Fabro sobre a polarização política. A pergunta tratou da necessidade de conquistar votos de eleitores que não compartilham da mesma posição ideológica do candidato.
Jeferson afirmou que pretende manter suas convicções políticas, mas apresentou propostas voltadas à economia e ao sistema financeiro.
“Nós temos de um lado o candidato da esquerda e, de outro, um candidato da renovação”, disse Jeferson.
O candidato voltou a defender a redução dos juros cobrados dos consumidores e afirmou que pretende propor um limite de 12% ao ano para os juros do cartão de crédito.
Também criticou a concentração bancária e defendeu mudanças no sistema financeiro. “A minha proposta é limitar os juros a 12% ao ano, doa quem doer”, afirmou Jeferson.
Décio fala sobre escolha de ministros do STF
Décio Lima foi questionado pelo jornalista e coordenador do portal 4oito, Thiago Hockmüller, sobre os critérios que utilizaria para analisar indicações ao Supremo Tribunal Federal durante o mandato de senador.
O candidato destacou sua formação jurídica e a experiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Segundo Décio, as indicações devem ser avaliadas com base na Constituição e na capacidade dos indicados. “A escolha será sempre de alguém que tenha capacidade para exercer a tutela importante e imprescindível do Judiciário”, afirmou Décio.
Décio também defendeu o STF como parte importante do funcionamento das instituições brasileiras. Para ele, eventuais mudanças na Constituição devem ocorrer por meio do debate democrático.
O candidato ainda citou a reforma tributária como exemplo de transformação institucional que, segundo ele, deve ser conduzida por meio do diálogo.
Antídio aposta em alianças para conquistar o eleitor
Antídio Lunelli encerrou a rodada respondendo ao comentarista da Som Maior Laércio Menegas. A pergunta abordou o histórico das eleições para duas vagas ao Senado em Santa Catarina e o comportamento do eleitor, que nem sempre escolhe os dois candidatos da mesma chapa.
Antídio destacou a composição de sua aliança e afirmou que o eleitor catarinense tem autonomia para escolher seus candidatos. “O catarinense sabe votar e certamente fará uma análise de todos os candidatos que nós temos aqui”, afirmou Antídio.
O candidato também citou a união entre diferentes partidos e afirmou que a composição representa uma alternativa à polarização política.
Antídio defendeu o debate de ideias e afirmou que a união de diferentes forças políticas pode beneficiar Santa Catarina. “A democracia e o debate de ideias são o que nós precisamos para o povo catarinense”, enfatizou Antídio.
Com o encerramento do quarto bloco, o debate avançou para a etapa seguinte da programação da Rádio Som Maior.
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