A chuva passou, mas o trabalho está longe de terminar em Criciúma. Em alguns pontos, a água ainda não baixou completamente e máquinas já começam a ser mobilizadas para recuperar áreas afetadas e tentar evitar que o mesmo cenário volte a se repetir. Depois de acompanhar de perto os locais mais críticos, o prefeito Vaguinho Espíndola afirma que a prioridade agora é avançar com drenagem, limpeza e intervenções onde o acesso é mais difícil.
Um dos pontos que ainda preocupa é a região do pontilhão do Sangão, onde havia cerca de 30 centímetros de água. Segundo o prefeito, o maquinário do município já estava sendo deslocado para iniciar os trabalhos. A estratégia é deixar para trás a fase emergencial, de atendimento às famílias, e concentrar esforços na recuperação da estrutura afetada pelas chuvas.
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A visita do governador Jorginho Mello aos pontos atingidos também abriu uma frente de trabalho para os próximos dias. De acordo com Vaguinho, o Estado deu sinal verde para a utilização de uma máquina anfíbia em áreas onde os equipamentos convencionais não conseguem chegar.
Agora, o desafio é chegar onde a água ainda está
A máquina deve ser utilizada justamente nos locais mais difíceis de acessar, principalmente em áreas próximas aos rios. Segundo Vaguinho, o plano de trabalho já foi atualizado após o aval recebido durante a visita do governador.
“A única forma de entrar é com a anfíbia (equipamento pesado projetado para operar com segurança tanto em terra firme quanto em locais alagados ou de difícil acesso)”, afirmou o prefeito.
Entre as ações previstas estão:
- retirada de água e limpeza dos pontos ainda afetados;
- reforço dos trabalhos de drenagem;
- atuação do maquinário municipal nas áreas atingidas;
- uso da máquina anfíbia em locais de difícil acesso;
- avaliação dos pontos que podem voltar a apresentar problemas em novas chuvas.
Rio Araranguá entra no radar
Além dos problemas dentro do município, Vaguinho chamou atenção para a situação do Rio Araranguá. Segundo ele, o canal principal da barra está assoreado, enquanto o canal secundário permanece funcionando.
Na avaliação apresentada pelo prefeito, essa condição contribui para o chamado efeito de remanso e interfere no escoamento da água na região.
O assunto foi levado ao governador Jorginho Mello e ao comandante Fabiano durante a visita. Vaguinho afirmou ter recebido a sinalização de que o Estado também deve atuar nesse sentido.
Para o município, o desafio agora é transformar o atendimento emergencial feito durante a chuva em medidas capazes de melhorar o escoamento e reduzir os impactos de novos episódios de chuva forte.
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