Apenas 24 ocorrências com desdobramento eleitoral foram registradas em Criciúma e região entre a manhã de sábado (3) e o fim da votação deste domingo (4). Ao todo, foram 42 acionamentos por suspeita de irregularidades, e cerca de 70% deles não foram confirmados, segundo o tenente-coronel Mário Luiz Silva, da Polícia Militar, em coletiva de imprensa realizada durante a apuração.
Para o oficial, o número reduzido de casos é positivo, mas o volume de chamados indevidos atrapalha o trabalho das equipes. "Temos uma perspectiva negativa do grande número de acionamentos indevidos por parte de terceiros, que acaba diluindo o nosso trabalho, mas ficamos felizes em dizer que apenas 24 ocorrências tivemos aqui na cidade de Criciúma e região", afirmou.
Autoridade municipal foi flagrada em boca de urna
Entre as ocorrências, cinco foram de propaganda irregular e duas de boca de urna, prática de arregimentar eleitores na entrada dos locais de votação. Questionado pela reportagem sobre o envolvimento de um integrante do Legislativo de Criciúma, o oficial confirmou que uma autoridade pública municipal foi flagrada realizando a prática. "Nós tivemos uma autoridade pública municipal que foi flagrada realizando essa prática de boca de urna", disse.
Quatro Termos Circunstanciados foram lavrados por propaganda eleitoral irregular, e os flagrados em boca de urna também foram registrados. Como a legislação eleitoral trata o caso como crime de menor potencial ofensivo, o envolvido deve responder perante a Justiça Eleitoral. Segundo o tenente-coronel, isso não vira automaticamente um processo criminal. O caso é regido pela Lei 9.099 e pode terminar em transação penal, que não gera antecedentes criminais, dependendo do andamento do processo.
Criciúma concentrou os registros
Criciúma foi a cidade com mais registros, ainda que em número pequeno. Forquilhinha teve uma ocorrência no início da manhã, e Nova Veneza, Siderópolis e Treviso, também ligadas ao 9º Batalhão, não registraram nenhum caso eleitoral.
Operação segue durante a apuração e as comemorações
A Operação Eleições, segundo o tenente-coronel, não se restringiu ao horário de votação. Iniciada na véspera, ela segue com duas fases após o fechamento das urnas. A primeira é a garantia de segurança de quem trabalha na apuração, ao lado da Justiça Eleitoral. A segunda é o acompanhamento das comemorações dos candidatos vencedores, para as quais foram escaladas tropas especializadas. "É para garantir a segurança e a tranquilidade daquele que quer comemorar e também daquele que quer manter-se no sossego do seu lar", afirmou.
Duas conferências antes de publicar. A transcrição se refere ao entrevistado apenas como "coronel" e "comandante", então vale confirmar o posto e o nome que você me passou. O oficial também não citou o cargo do político flagrado, que veio na pergunta do repórter, e por isso não escrevi "vereador" nem identifiquei o nome.
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