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Covid-19: Tigre tentou liberação de jogador para sábado

Léo Ceará, que positivou, não conta mais com o vírus ativo, argumentou médico do Criciúma. CBF não liberou
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 13/08/2020 - 19:14Atualizado em 13/08/2020 - 19:20
Médico do Criciúma, Ricardo Furtado / Fotos: Celso da Luz / Criciúma EC
Médico do Criciúma, Ricardo Furtado / Fotos: Celso da Luz / Criciúma EC

Em meio à pandemia de Covid-19, os cuidados estão redobrados no estádio Heriberto Hülse. O Criciúma vem apresentando poucos casos, mas por pouco não teve problemas na estreia da Série C, segunda-feira, em Londrina, no empate em 0 a 0 com o Londrina. Ocorre que o meia Léo Ceará e o atacante Eduardo Melo, que estavam com a delegação, apresentaram resultados positivos nos testes feitos pela CBF, e acabaram afastados da partida.

"O número de infectados hoje no Criciúma é bem controlado em relação aos outros clubes. Hoje só tivemos casos ativos, no clube, três casos ativos de jogadores, e o resto dos jogadores que tiveram, descobrimos que tiveram Covid antes de retornar aos treinos, aconteceram lá atrás, hoje estão imunes, com sorologia positiva, não estão em período de transmissão", afirmou o médico Ricardo Furtado. "Tomamos todas as medidas. Tivemos também o caso de um membro da comissão técnica, que testou positivo, mas hoje se encontra bem, trabalhando normalmente", destacou.

Liberação de atletas

Ainda sobre os positivados, Furtado argumenta que não há mais casos ativos no Criciúma. Mais ninguém tem risco de transmitir no cenário atual. "Hoje não tem nenhum jogador com a doença ativa. Todos estão liberados e treinando normalmente. A única situação é a do Léo Ceará, que testou PCR positivo no último exame, mas sua sorologia IGG já é reagente, isso diz que ele teve essa infecção lá atrás e hoje é assintomático, é um caso de Covid prévio", observou. Por conta disso, o Criciúma tentou a liberação de Léo Ceará para enfrentar o Boa Esporte neste sábado, na segunda rodada da Série C, mas não teve sucesso. "Tentamos a liberação junto à CBF mas por protocolo ele não pode atuar, tem que cumprir dez dias sem atuar, é uma regra geral. Pode treinar. Todos os clubes tem que acatar", confirmou o médico.

Os demais que recentemente tiveram resultados positivos para Covid-19 estão liberados. "Conseguimos a liberação dos atletas Andrew, Diego Vitório e Eduardo Melo para poderem atuar, à disposição contra o Boa. Esses atletas também tiveram PCR positivo no exame, foram casos anteriores de Covid-19, foram diagnosticados logo após a primeira partida que jogaríamos contra o Marcílio, que acabou não acontecendo. Eles não viajaram, mas pós retorno da viagem eles apresentaram sintomas e foram afastados. Fizeram a quarentena, nós acompanhamos, monitoramos nesse período. Hoje eles seguem treinando sem apresentar sintomas nem representar riscos", detalhou.

Ricardo Furtado conversando com o volante Foguinho em Londrina

Não houve novos contaminados

O médico tricolor acentuou que não há riscos de outros jogadores terem sido contaminados durante a viagem a Londrina. "Não teve nenhum atleta com caso ativo, nenhum estava transmitindo em Londrina. Não teve risco algum de pegar Covid no ônibus. Ninguém correu esse risco", salientou.

Manter futebol

Para Furtado, a decisão de manter os jogos de futebol, mediante o protocolo atual, é correta. "A gente está tomando todas as medidas, todos os atletas estão sendo testados, está sendo feito um aparato em torno dos jogos, controle de temperatura. São testados juízes, gandulas, maqueiros, todos que estão ao redor do campo. Diminuímos muito a chance de contágio, não entra ninguém positivado no campo. É seguro jogar futebol dessa forma", salientou. "Hoje os atletas têm muito mais segurança dentro do clube do que na rua, no mercado, na padaria", emendou. "Estamos sempre controlando, fazendo usar máscara, álcool gel, tomando todas as medidas de segurança", destacou.

Ouça no podcast a entrevista do médico do Criciúma: