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Correios projeta fechar mais de mil agências para evitar prejuízo bilionário

Cerca de 15 mil demissões estão previstas até 2027

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 29/12/2025 - 16:18 Atualizado em 29/12/2025 - 16:23
Estatal registra atualmente patrimônio negativo de R$10,4 milhões - Foto: Arquivo/4oito/Divulgação
Estatal registra atualmente patrimônio negativo de R$10,4 milhões - Foto: Arquivo/4oito/Divulgação

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Os Correios anunciaram um plano de reestruturação para tentar reduzir os prejuízos acumulados desde 2022. A principal medida é o fechamento de 16% das agências próprias, o que representa cerca de mil unidades das seis mil existentes no país. A expectativa é economizar R$ 2,1 bilhões com essa decisão.

A direção garante que o atendimento continuará em todo o território nacional, sem comprometer a obrigação de prestar o serviço postal a toda a população.

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Cerca de 15% das agências devem ser fechadas - Foto: Arquivo/4oito

Demissões em massa

Além disso, a estatal pretende cortar R$ 5 bilhões em despesas até 2028. O plano inclui a venda de imóveis e dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs), que devem reduzir o quadro de funcionários em cerca de 15 mil pessoas até 2027.

Também estão previstos cortes nos gastos com planos de saúde e previdência dos empregados, considerados caros e financeiramente insustentáveis.

Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, concedeu coletiva nesta segunda (29) - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Prejuízo bilionário

Atualmente, os Correios acumulam um déficit anual de cerca de R$ 4 bilhões. Em 2025, a empresa já registra prejuízo de R$ 6 bilhões nos primeiros nove meses do ano e tem patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões. Para reforçar o caixa, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões, mas ainda busca mais R$ 8 bilhões para equilibrar as contas em 2026.

A partir de 2027, a empresa também estuda mudar seu modelo de gestão, com a possibilidade de abrir o capital e deixar de ser 100% pública, seguindo exemplos como Petrobras e Banco do Brasil.

Segundo a direção, a crise dos Correios vem de anos e está ligada à queda no envio de cartas, causada pela digitalização, e ao aumento da concorrência no comércio eletrônico. Mesmo assim, a empresa afirma que o plano busca não apenas recuperar as finanças, mas manter os Correios como um serviço essencial para integrar o país.

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