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Coronavírus e o verão: como vai ser?

Profissionais da saúde, do turismo e do comércio avaliam as possibilidades para a temporada
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Criciúma, SC, 31/08/2020 - 14:35Atualizado em 31/08/2020 - 14:40
No Balneário Rincão, incertezas em relação ao turismo / Divulgação
No Balneário Rincão, incertezas em relação ao turismo / Divulgação

O calendário marca 21 de dezembro como a data de início do próximo verão, que se estenderá até 20 de março. A expectativa para essa temporada vem acompanhada por incertezas. Com o coronavírus fazendo vítimas, poucos arriscam uma palpite de como será a época mais quente do ano no litoral catarinense. Para autoridades em saúde, até lá há muito o que ser avaliado.

"Não sei se não teremos marquinha adicional no rosto por causa da máscara. Não podemos descartar nenhuma possíbilidade e todo o cuidado é pouco. Hoje, por exemplo, tem cidades onde 20% das pessoas já pegaram o coronavírus (Brasil), porém 80% ainda estão suscetíveis em caso de uma nova onda. A principal pergunta que se faz quando o assunto é verão: será que até lá teremos uma vacina? Então é uma época que preocupa muito", afirma o médico Renato Matos, comentarista da Rádio Som Maior e blogueiro do 4oito.

No setor de turismo, o planejamento continua, mas com possíbilidades diferentes. Na temporada passada, o Balneário Rincão recebeu de 180 a 200 mil turistas. Segundo o diretor de Turismo e Eventos do município, Fernando Casagrande, a cada ano a procura vem aumentando. "Estamos planejando, mas com todos os cuidados necessários. Os eventos ainda não foram cancelados. Vamos esperar até novembro, pois até lá muita coisa pode mudar. Teremos o plano A, com medidas mais maleáveis, caso a vacina chegue, e teremos o plano B, com medidas bem mais restritivas. Temos que estar preparados para tudo", adiantou.

Sem previsão

Com a chegada dos turistas, as incertezas também batem à porta da saúde. "Não temos como prever uma cenário. Mas no verão temos aumento de algumas ocorrências no hospital. São maiores os números de intoxicação alimentares e acidentes. O que nos preocupa com relação ao coronavírus, caso não tenhamos uma vacina, é que final de ano há festas familiares e aumento do contato social. Todos precisam estar atentos e fazer a parte que os cabe", alertou Raphael Farias, diretor-técnico do Hospital São José. 

No comércio, a incerteza também ronda. "O Natal é a melhor época do ano para os lojistas. O faturamento dobra e sempre é uma data que traz bons números. Mas para esse ano ainda não temos como prever nada. Queremos que tudo isso passe o mais rápido possível. Mas todos os lojistas sabem a importância dos cuidados de prevenção. Estaremos preparados para qualquer situação, esperamos que seja o melhor cenário claro, com a chegada da vacina", afirmou Andrea Gazola Salvalággio, presidente da CDL.

Tags: coronavírus